PCP QUESTIONA GOVERNO SOBRE O FIM DO ENSINO DE PORTUGUÊS EM COLÉGIO DE OLIVENÇA – por Carlos Luna

O PCP questionou o Governo sobre como irá garantir a continuação do ensino de português em Olivença, depois de o instituto Camões ter acabado com os horários de língua portuguesa num colégio frequentado por 700 crianças.

Numa pergunta dirigida ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, o grupo parlamentar comunista relata ter tido conhecimento, esta semana, da decisão do Camões ? Instituto da Cooperação e da Língua de ?acabar com os horários de língua e cultura portuguesa, num colégio de Olivença, frequentado por mais de 700 crianças, sendo muitas delas lusodescendentes?.

O PCP diz estranhar esta medida, lembrando ?a relação existente entre Portugal e Olivença? e que a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, ter referido ?a existência de acordos com a autonomia da Extremadura sobre o ensino da língua?.

Na pergunta, os comunistas perguntam ao ministro Rui Machete como irá o Governo garantir que continuará a ser ensinada a língua portuguesa naquela cidade.

O PCP pede ainda a Rui Machete que confirme que ?foram extintos horários de Língua e Cultura Portuguesa em Olivença? e quantos horários foram extintos e quantos professores serão dispensados.

?As relações culturais existentes entre aquela cidade e Portugal não foram tidas em conta na tomada de decisão??, pergunta ainda a bancada do PCP.

Olivença, historicamente disputada por Portugal e Espanha, está localizada na margem esquerda do rio Guadiana, encontrando-se a 23 quilómetros da cidade portuguesa de Elvas e a 24 quilómetros da espanhola Badajoz.

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