EDITORIAL: INCÊNDIOS E DESATINOS

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Há coisas realmente a que não se pode fugir. Os incêndios dominam a realidade nacional. Abafam até as tropelias do FMI, que voltou à carga, querendo que se baixe o salário mínimo, e outras exacções.

Ontem morreu, no Caramulo, mais uma jovem bombeira, Kátia Pereira Dias, de 21 anos, de Carregal do Sal. Já são cinco bombeiros mortos nesta vaga de incêndios, que parece não ter fim. Quantos feridos terão havido. Os prejuízos são colossais, num país a atravessar uma crise gravíssima, cujo fim também não se descortina. O governo, tão lesto a cortar salários e pensões apareceu tarde e a más horas a lamentar as mortes e a garantir que os meios de combate a incêndio disponíveis são suficientes. Sobre os cortes havidos nesta rubrica vejam esta notícia da TSF, de Abril passado, que ajuda a enquadrar o problema:

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1833648&tag=meios de combate

Com certeza que as verbas vão ser ultrapassadas. A situação que vai pelo país vai com certeza pesar nos orçamentos municipais, na saúde, e sobretudo sobre os cidadãos das zonas afectadas. Entretanto Cavaco Silva, ontem, colocou na página da Presidência da República uma mensagem que se pode ler em:

http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=76209

Diz-nos, entre outras coisas, que não é a primeira vez que caem bombeiros no decurso dos combates aos fogos. Recorda outras vítimas. E também “Mas não podemos deixar que as mortes de bombeiros em incêndios florestais se transformem numa realidade habitual.” Pois não. Mas esta mensagem ficava bem era dirigida a Passos Coelho e seu governo, que são quem tem os meios na mão. Entretanto continuam os incêndios com verbas reduzidas. Já houve ofertas de ajuda do exterior. Foram aceites? Não foram? Parece que um dos défices ´principais que se nota este ano é nos meios aéreos.

Entretanto faz falta outro tipo de medidas. Há um grande número de incendiários presos. A Polícia Judiciária e a GNR têm meios para continuarem eficazmente o seu trabalho, em relação a este assunto e aos outros que têm em mãos? Será exagero afirmar que não? Porque não se põe o exército a patrulhar o Caramulo e outras zonas afectadas?

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