TEATRO BRASILEIRO, HOJE – por Hélder Costa*

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*Hélder Costa,  actor, encenador, dramaturgo, professor de arte dramática. Director do prestigiado Grupo de Teatro A Barraca, de Lisboa.

Aproveito para homenagear  a acção teatral  que  vem de longe.

Costuma-s e referir o Padre Anchieta como o mais importante autor teatral inspirado nas histórias da Biblia.

E no decorrer da História começam a surgir os nomes de vários dramaturgos – João Caetano e Martins Pena, célebre autor das comédias de costumes.

No século 20surgem as primeiras companhias estáveis do País, com  Procópio Ferreira,  Dulcina de Moraes, Odilon Azevedo ,Eva Tudor e outros.

Já nos anos 20 com o aparecimento do modernismo surge Oswaldo de Andrade –“O rei da Vela”em1933  e anos depois Paschoal Carlos Magno funda o Teatro do Estudante do Brasil.

Anos 40/50  surgem o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC),  companhia que produziu um teatro cosmopolita,  importando peças  e encenadores internacionais e os movimentos de  resistência criaram em S. Paulo o Teatro de Arena – Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri e o Teatro Oficina com José Celso Martinez Correa.

Com a ditadura militar fascista esses movimentos pararam e muitos autores e encenadores foram presos  ou tiveram d e emigrar como foi o caso de Augusto Boal que acabou por  trabalhar 2 anos com A Barraca antes de ir para Paris.

Com o fim da ditadura começou um movimento lento de reafirmação do movimento teatral, muito semelhante ao que se passa no mundo anglo-saxonico e na Europa.

Há a eterna aposta no teatro de grupos  com  textos e investigação cénica próprias – sempre lutando por subsídios e apoios – e o teatro comercial que espalha as frivolidades e muita vezes a baixeza das produções televisivas , com  os mesmos actores, autores e produtores.

Informações recentes de um actor nosso companheiro e grande estrela da TV Brasileira, o Pedro Cardoso :” eu faço uma peça no shopping, está cheio de público, quando pago o aluguer fico sem grana”…

Esta é sempre a questão de fundo : o sistema capitalista vive e só vive do lucro e para o lucro. Mesmo os espectáculos de alienação que lhe servem (não é o caso de Pedro Cardoso que escreve textos criticando precisamente a alienação consumista, etc,.), serão destruídos pela voragem da exploração do “Boss”.

Por isso, lá como cá,  trata-se de conseguir organizar e fortalecer o teatro com temática e ORGANIZAÇÃO SOCIAL – cooperativas, grupos de empresas , sindicatos, etc.

É dificil?

Pois é, mas  baixamos os braços?

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1 Comment

  1. Esta sempre a questo de fundo : o sistema capitalista vive e s vive do lucro e para o lucro.”-eis a questo -um entrave a demover ,at um dia -no “bem ” que dure nem mal que se ature ” -A Educao est a ser alvo certeiro deste capitalismo .O pior ser quando o feitio se virar contra o fwiticeiro -Maria

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