EDITORIAL – DATAS A RECORDAR

Imagem2No sábado passado, dia 7 de Setembro, a nossa edição comemorativa do aniversário de independência brasileira, foi um êxito, não só pelo número de leituras, mas principalmente pela quantidade e pela qualidade das colaborações recebidas. No que se refere ao número de leituras, foi bastante mais elevado do que habitualmente é aos sábados. Sem que isso possa de algum modo transformar-se numa rotina, queremos dedicar edições futuras a outros países irmãos. E nunca deixaremos de recordar datas. Como, por exemplo, o 11 de Setembro…

Em 11 de Setembro de 1973, cumprem-se na quarta-feira quarenta anos, um golpe militar de extrema-direita, derrubou o presidente do Chile, Salvador Allende. Até 1990, o bando de militares fascistas que tomou o poder, chefiado por Augusto Pinochet, matou cerca de três mil pessoas e torturou 38 mil. O economista norte-americano Milton Friedman, prémio Nobel da Economia de 1976 e um dos principais teóricos do liberalismo económico, terá sido o grande aliado de Pinochet na reconversão da economia chilena.

Vítor Gaspar, o ministro das Finanças de Passos Coelho que cometeu toda a espécie de atropelos à Lei Fundamental, retirando subsídios a reformados e pensionistas para cobrir o imenso buraco financeiro criado pela corrupção, pelo desvio de fundos comunitários, pela criação de fortunas nascidas da promiscuidade entre poder financeiro e poder político, considera-se um discípulo de Friedman. Como dizia o poeta «isto anda tudo ligado…»

No dia 11 de Setembro, Dia da Catalunha, dedicaremos parte da edição à caminhada dos catalães para a independência. O Reino de Espanha, tal como está – sufocando nacionalidades e esmagando culturas, centralizando em Madrid as decisões que deviam ser tomadas em Compostela, em Bilbau ou em Barcelona, constitui um anacronismo, ridículo e antidemocrático, um espantalho vindo das trevas dos séculos, que urge destruir.  Em 11 de Setembro de 1714, durante a Guerra da Sucessão em Espanha, após a Batalha de Montjuic, Barcelona ao cabo de uma heróica resistência teve de render-se às tropas de Filipe V, de Anjou. A Catalunha perdeu foros e prorrogativas, sendo incorporada no Reino de Espanha. Com uma grande capacidade financeira, representando 25% do PIB do estado espanhol, a nação catalã tem possibilidade de singrar fora da órbita de Madrid.

Depois de amanhã, 11 de Setembro, um dia em que ao longo dos tempos, muitas coisas se passaram. Acontecimentos que, podendo não ser motivo de júbilo, não devem ser esquecidos.

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