Há três meses, numa tertúlia do “Fórum dos Direitos das Crianças” (todos os meses se realiza uma, para as quais estão convidados – ver facebook) o professor e musicólogo Paulo Lameiro foi um dos convidados.
Com uma forte presença, entusiasmou os presentes com a sua experiência num projecto de educação musical concebido a partir das orientações de Gordon, de que aqui falei ontem.
Contar todo o percurso deste maestro não cabe aqui, tantas foram as actividades que desenvolveu (no entanto, podem ver http://www.concertosparabebes.com/). Falemos só da música para bebés.
Dessa página podemos retirar a seguinte informação:
“Os Concertos para Bebés foram idealizados por Paulo Lameiro e tiveram a sua primeira apresentação pública no dia 29 de Novembro de 1998. Este projecto é o desenvolvimento de dois projectos anteriores, Berço das artes e Músicos de Fraldas. O Berço das Artes é um plano de estudos para a primeira infância no âmbito da Música, Teatro e Dança, com início na Escola de Artes SAMP, Pousos – Leiria, em 1991.
Os Concertos para Bebés são, antes de mais, concertos. Os bebés são convidados a ouvir. É fruição musical partilhada entre intérpretes e bebés, pais e irmãos, avós e amigos que alicerça todo o projecto. Os concertos têm como matriz a chamada música clássica, mas desenvolvem-se num alinhamento recheado de temas tradicionais, do pop-rock, e de improvisações vocais-instrumentais com a participação de todo o público. Cada concerto é uma experiência de cumplicidades, onde os sons e os silêncios a todos surpreendem. De Monteverdi a Mozart, do cavaquinho aos digeridos, trocam-se espantos e ouvem-se suspiros. A grande experiência dos instrumentistas inunda a sala de momentos fortes, e os cantos estimulam o encantamento. Com intérpretes apaixonados por crianças, o tempo foge e o concerto acaba num ápice.”
Este projecto foi distinguido na categoria inovação do YEAH! Young EARopean Award que foi entregue aos vencedores dia 14, em Osnabrück, Alemanha, e que tem o valor de cerca de 6700 euros. O objectivo do YEAH!, dirigido a orquestras, grupos, salas de espectáculo, músicos, compositores, autores, pedagogos e artistas, é distinguir “mentes criativas e ideias musicais que desenvolvam o entusiasmo das crianças e dos jovens pela música para além da cultura popular jovem”.
Em Oeiras, está também a ser desenvolvido um projecto de formação de professores, coordenado pela musicóloga Helena Rodrigues, do Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa. Desta experiência, também desenvolvida na Fundação Gulbenkian, e a que assisti, já falei em:
Também já são muito conhecidos os concertos levados a cabo no Centro Olga Cadaval, com a mesma filosofia.