4UATRO AO SUL DISTINGUIDO COM PRÉMIO JOSÉ AFONSO – 3 – por Álvaro José Ferreira

(Continuação)

 

Vai Remando

 

Letra e música: Tradicional (Alentejo) Adaptação: 4uatro ao Sul Intérprete: 4uatro ao Sul* (in CD “Demudado em Tudo”, 4uatro ao Sul/Ocarina, 2011)

 

Ó água, que vais correndo

Mansamente e vagarosa,

Passa lá ao meu jardim,

Rega-me lá uma rosa.

 

Vai remando, vai remando,

Lindo amor o seu barquinho;

Se fores ao rio abaixo

Eu cá ficarei sozinho.

 

Eu cá ficarei sozinho,

Ficarei por ti chorando;

Vai amor no seu barquinho,

Vai remando, vai remando.

 

Mocidade, mocidade,

Mocidade tudo tem;

Em chegando a certa idade

Até perde o cantar bem.

 

Vai remando, vai remando,

Lindo amor o seu barquinho;

Se fores ao rio abaixo

Eu cá ficarei sozinho.

 

Eu cá ficarei sozinho,

Ficarei por ti chorando;

Vai amor no seu barquinho,

Vai remando, vai remando.

 

* José Barros – voz José Manuel David – voz Pedro Mestre – voz Rui Vaz – voz

Manazinha

 

Letra e música: Tradicional (Baixo Alentejo) Adaptação: José Barros Intérprete: 4uatro ao Sul* (in CD “Demudado em Tudo”, 4uatro ao Sul/Ocarina, 2011)

 

[instrumental]

Muito gosto eu de ouvir

Uma bonita conversa.

Ó minha manazinha,

O nosso amor já morreu;

 

Ó minha manazinha,

Quem to diz sou eu.

Inda que eu vagar não tenha,

Logo se me acaba a pressa.

 

Ó minha manazinha,

O nosso amor já morreu;

Ó minha manazinha,

Quem to diz sou eu.

 

O tempo da mocidade

Nunca devia acabar.

Ó minha manazinha,

O nosso amor já morreu;

 

Ó minha manazinha,

Quem to diz sou eu.

É um tempo tão bonito,

Todos o querem deixar.

 

Ó minha manazinha,

O nosso amor já morreu;

Ó minha manazinha,

Quem to diz sou eu.

 

Ai, eu agora quando eu tinha

Dezasseis anos de idade.

Ó minha manazinha,

O nosso amor já morreu;

 

Ó minha manazinha,

Quem to diz sou eu.

Ai, toda vida chorarei

Nossa bela mocidade.

 

Ó minha manazinha

O nosso amor já morreu;

Ó minha manazinha

Quem to diz sou eu.

 

[instrumental]

 

Ó minha manazinha,

O nosso amor já morreu;

Ó minha manazinha,

Quem to diz sou eu.

 

* José Barros – voz e viola campaniça José Manuel David – voz Pedro Mestre – voz e viola campaniça Rui Vaz – voz

 

O Altinho

 

Letra e música: Tradicional (Baixo Alentejo) Adaptação: José Barros Intérprete: 4uatro ao Sul* (in CD “Demudado em Tudo”, 4uatro ao Sul/Ocarina, 2011)

 

[instrumental]

Quero ir para o altinho,

Que eu daqui não vejo bem;

Quero ir ver do meu amor

Se ele adora mais alguém.

Se ele adora mais alguém,

Se ele me ama a mim sozinho;

Que eu daqui não vejo bem,

Quero ir para o altinho.

A alegria duma mãe

É ter a filha solteira;

Casa a filha, vai-se embora,

Vai-se a rosa da roseira.

Quero ir para o altinho,

Que eu daqui não vejo bem;

Quero ir ver do meu amor

Se ele adora mais alguém.

Se ele adora mais alguém,

Se ele me ama a mim sozinho;

Que eu daqui não vejo bem,

Quero ir para o altinho.

 

[instrumental]

 

Quero ir para o altinho,

Que eu daqui não vejo bem;

Quero ir ver do meu amor

Se ele adora mais alguém.

Se ele adora mais alguém,

Se ele me ama a mim sozinho;

Que eu daqui não vejo bem,

Quero ir para o altinho.

 

* José Barros – voz e viola campaniça José Manuel David – voz Pedro Mestre – voz e viola campaniça Rui Vaz – voz

 

Mariana Campaniça

 

Letra e música: Tradicional (Baixo Alentejo) Adaptação: José Barros Intérprete: 4uatro ao Sul* (in CD “Demudado em Tudo”, 4uatro ao Sul/Ocarina, 2011)

 

[instrumental]

A Mariana Campaniça

Que lindos olhos que tem;

Do Monte da Légua às Pias,

À missa não vai ninguém.

À missa não vai ninguém,

À missa já ninguém vai;

A Mariana Campaniça,

Coitadinha, não tem pai.

Coitadinha, não tem pai,

Coitadinha, mãe não tem;

A Mariana Campaniça

Que lindos olhos que tem.

É tão longe do céu à terra    | bis

Como é da morte à vida;     |

Do meu coração ao teu    | bis

É uma estrada seguida.   |

A Mariana Campaniça

Que lindos olhos que tem;

Do Monte da Légua às Pias,

À missa não vai ninguém.

À missa não vai ninguém,

À missa já ninguém vai;

A Mariana Campaniça,

Coitadinha, não tem pai.

Coitadinha, não tem pai,

Coitadinha, mãe não tem;

A Mariana Campaniça

Que lindos olhos que tem.

 

[instrumental]

 

A Mariana Campaniça

Que lindos olhos que tem;

Do Monte da Légua às Pias,

À missa não vai ninguém.

À missa não vai ninguém,

À missa já ninguém vai;

A Mariana Campaniça,

Coitadinha, não tem pai.

Coitadinha, não tem pai,

Coitadinha, mãe não tem;

A Mariana Campaniça

Que lindos olhos que tem.

 

* José Barros – voz e viola campaniça José Manuel David – voz Pedro Mestre – voz e viola campaniça Rui Vaz – voz

 

Ilha dos Vidros

Letra e música: Tradicional (Baixo Alentejo) Adaptação: Pedro Mestre Intérprete: 4uatro ao Sul* (in CD “Demudado em Tudo”, 4uatro ao Sul/Ocarina, 2011)

 

[instrumental]

Venho da ilha dos vidros,

Da praia dos diamantes;

Ando no mundo perdido

Pelos teus olhos brilhantes.

Pelos teus olhos brilhantes,

Pelo teu rosto de prata;

Ter amores não me custa,

Deixá-los é que me mata.

Os olhos do meu amor         | bis

São duas continhas pretas;  |

São criados ao relento      | bis

No jardim das violetas.     |

Venho da ilha dos vidros,

Da praia dos diamantes;

Ando no mundo perdido

Pelos teus olhos brilhantes.

Pelos teus olhos brilhantes,

Pelo teu rosto de prata;

Ter amores não me custa,

Deixá-los é que me mata.

A paixão me há-de matar,       | bis

É o mais certo que eu tenho;   |

Não me há-de deixar gozar        | bis

O amor que eu faço empenho.   |

Venho da ilha dos vidros,

Da praia dos diamantes;

Ando no mundo perdido

Pelos teus olhos brilhantes.

Pelos teus olhos brilhantes,

Pelo teu rosto de prata;

Ter amores não me custa,

Deixá-los é que me mata.

 

[instrumental]

Venho da ilha dos vidros,

Da praia dos diamantes;

Ando no mundo perdido

Pelos teus olhos brilhantes.

Pelos teus olhos brilhantes,

Pelo teu rosto de prata;

Ter amores não me custa,

Deixá-los é que me mata.

 

* José Barros – voz e viola campaniça José Manuel David – voz Pedro Mestre – voz e viola campaniça Rui Vaz – voz Produção executiva – José Barros Gravado em Ourique, Vila Nova de São Bento (Serpa) e Estúdio da Ribeira (Sintra) Mistura e masterização – João Magalhães URL: http://www.violacampanicaproducoesculturais.blogspot.com/ http://www.facebook.com/violacampanicaproducoesculturais http://www.youtube.com/user/QuatroAoSul/videos http://www.youtube.com/user/PedroMestreCampanica/search?query=sul

 

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