BUGIO – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

                                                                               

Em 1828, outro salvamento que impressiona o povo é o do Sargento Francisco de Sales, também ele envolvido e arrastado por uma vaga quando se preparava para desembarcar no Bugio. Ele a ser arrastado e tu, ó Joaquim Lopes, a mergulhares atrás dele, salvação!

O teu entendimento das manhas da foz e a tua valentia provocam a seguinte situação: em 1833, numa crise de cólera, morre o patrão (comandante) da falua do Bugio. É tradição que assuma a vaga o remador mais antigo. Mas desta vez todos os remadores pedem ao governador do Forte do Bugio que sejas tu o nomeado, apesar de seres o mais recente, recém chegado de Olhão. E isso – argumentam eles –  porque o patrão deve ser o mais hábil e o mais leal dos marinheiros. O governador não hesita, nomeia-te, passas a ser o Patrão Lopes, com direito a morar na Rua Direita de Paço de Arcos, junto àquele que virá a ser o Instituto de Socorros a Náufragos.

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