Eduardo Galeano, no seu livro Los hijos de los días – (Ediciones del Chanchito, Montevideu), em 3 de Novembro regista uma reflexão sobre a guilhotina. Diz:
Nem só os homens perderam a cabeça com ela.
Houve tembém mulheres que a guilhotina matou e esqueceu, pois não eram importantes como a rainha Maria Antonieta.
Três casos exemplares:
Olympia de Gouges foi decapitada pela revolução francesa, em 1793, para que não continuassa a acreditar que as mulheres também sao cidadãs; em 1943, Marie-Louise Giraud avançou para o patíbulo, em Paris, por ter practicado abortos, actos criminosos contra a familia francesa; enquanto ao mesmo tempo, em Munique, a guilhotina cortava a cabeça a uma estudante, Sophie Scholl, por distribuir panfletos contra a guerra e contra Hitler:
– Que pena – disse Sophie – Um dia tão bonito, com tanto sol, e tenho que ir.
Tercera Edición, 2012, p. 349

