Num anúncio de uma marca de um produto de limpeza, vemos a procura de uma solução de limpeza, como de uma conquista dos tempos medievais. O aspecto visual das armaduras remete-nos para isso. E aparece um cavaleiro que traz a solução, para grande agrado de todos.
Até aí tudo bem. Só que no fim, esse cavaleiro transforma-se em “PRINCESA DO REINO”!
Ou seja, limpar não pode ser coisa de homem.
Claro que este anúncio me irrita. E o pior é me que agride vezes sem conta, se tiver a televisão ligada.
Falamos da igualdade da mulher e do homem em direitos, mas sabemos que assim não é. À mulher continua a estar ligada a noção de “dona de casa”. Dona no sentido irónico, claro. Dona de quê ? De escolher empregar o seu tempo como lhe apetecer? Não! Das chatices decorrentes das tarefas que lhe são imputadas sem escolha? Sim!
É esta a visão androcentrica das relações, em que a mulher é assim discriminada, porque o homem é considerado superior e à mulher cabem as tarefas “inferiores”.
Contra o CIF marchar, marchar. Não entra mais cá em casa.
E no Brasil há um anúncio em que o marido sente um mau cheiro no banheiro e, com voz autoritária, chama a mulher para que renove o desinfetante!
Querida e brava Clara Castilho. como dizia uma feminista australiana: We have to take it over !
Por enquanto, modestamente, vamos continuar com as nossas denúncias.
abraço grande da
Rachel Gutiérrez.
E no Brasil há um anúncio em que o marido sente um mau cheiro no banheiro e, com voz autoritária, chama a mulher para que renove o desinfetante!
Querida e brava Clara Castilho. como dizia uma feminista australiana: We have to take it over !
Por enquanto, modestamente, vamos continuar com as nossas denúncias.
abraço grande da
Rachel Gutiérrez.
[image: Imagem intercalada 1]Maria