CABO VERDE É ONDE HOUVER CABO-VERDIANOS

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Nem só de morna vive a música cabo-verdiana. A nossa maneira de apoiar a integração da morna na tal lista da UNESCO é falando da cultura cabo-verdiana no seu conjunto, pois  a morna é a guarda avançada de uma grande riqueza cultural. Carlos Filipe Gonçalves, jornalista, director da Rádio Comercial de Cabo Verde reuniu num livro, Kap Verd Band, o resultado da investigação feita por alguns estudiosos sobre a música do Arquipélago,  sobre todos os géneros musicais cabo-verdianos: colá, festa de bandeira, batuque, tabanca e outros. Descreve também os instrumentos musicais mais ligados à história da música cabo-verdiana… E parece chegar à conclusão de que  o batuque é talvez o género musical mais antigo de Cabo Verde. Porém, só há registos escritos sobre o tema a partir do século XIX. Nos nossos dias está confinado ao Tarrafal, na ilha de Santiago, mas há notícia de que  jás que já foi executado em todas as ilhas. Foi um género hostilizado pela administração colonial portuguesa e chegou a ser proibido nos centros urbanos. após a independência, reapareceu e actualmente é executado quer no país, como espectáculo de palco, quer em actos oficiais, em festas. E os cabo-verdianos da diáspora recriam Cabo Verde onde quer que estejam. Pelo que há batucadeiras por todo o mundo – hoje vamos assistir ao batuque interpretado pelas batucadeiras do Bairro 6 de Maio, Damaia, na área metropolitana de Lisboa.

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