EDITORIAL – O FMI, ATÉ QUANDO?

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Há largos anos que o FMI vem sendo o papão dos povos. Sempre que um país entre em crise, logo aparece o FMI preconizando receitas que invariavelmente vêm agravar a situação dos cidadãos desse país. Entretanto ao ler os comunicados que o FMI vai emitindo sobre esse país, não se consegue evitar  a sensação de que os maiores inimigos desse país são os seus próprios habitantes. Quem acredita nas boas intenções da organização (ele há gente para tudo), fica a pensar, no mínimo, que no país em questão a maioria das pessoas é incapaz de se governar, como nação, e mesmo individualmente. Quem não acredita (não devem ser assim tão poucos), tem que concluir que foi um acto de incompetência deixar-se ficar ao alcance de semelhante organização.

Já muitos devem ter esquecido o acto de contrição do economista-chefe da organização Olivier Blanchard, sobre o erro cometido no cálculo do multiplicador orçamental aplicado para avaliar os efeitos das políticas chamadas de consolidação orçamental, mais conhecidas por políticas de austeridade, eufemismo para políticas de empobrecimento da maioria da população, para enriquecimento de uma minoria (vejam o aumento do número de milionários e das respectivas fortunas). Ora vejam em:

http://expresso.sapo.pt/olivier-blanchard-reafirma-erro-no-multiplicador-orcamental=f777235

Entretanto parece que os ilustres agora vêm aí falar em “flexibilização salarial”. Será porque ouviram falar nas conversações sobre a subida do salário mínimo? Não seria antes de se preocuparem com os prejuízos causados pelo famoso erro de cálculo? Com certeza que alguém já os avaliou. Para quem gosta tanto de fazer contas para cortar nos outros, seria bom para variar, fazer contas aos estragos causados por esse erro. A quanto montaram? Quem cometeu esse erro? E se o FMI pagasse por eles?

A seguir à vinda dos senhores virá Passos Coelho dizer que aumentos de salários, não.  Terá assim a cobertura para negar a subida do salário mínimo e não só. Aos portugueses, cada vez mais, resta a solução emigrar. Para longe de Passos Coelho & Cia. Para longe do FMI é que é mais complicado. Eles andam por todo o lado.

1 Comment

  1. Est-se num buraco negro -os partidos polticos esto confusos …metem as mos pelos ps . Time is up para se desencaderar uma conscientazio poltica do perigo que estamos a correr .No chamo bancarota ,mas um novo naufrgio Titanic -MARIA

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