CELEBRANDO LUCÍLIA DO CARMO – 7 – por Álvaro José Ferreira

Nota prévia:

Para ouvir os temas de Lucília do Carmo, há que aceder à página

http://nossaradio.blogspot.pt/2013/11/celebrando-lucilia-do-carmo.html

e clicar nos respectivos “play áudio/vídeo”.

Lucília do Carmo faleceu a 19 de Novembro de 1998. Oportunidade para o nosso blogue a homenagear apresentando uma mão-cheia dos mais belos espécimes do seu repertório.Imagem1

Amor Desfeito

Letra: D.R. (Direitos Reservados)

Música: Jaime Santos (Fado da Bica)

Intérprete: Lucília do Carmo* (in single 78 rpm “Recordações / Amor  Desfeito”, His Mater’s Voice/VC, 1958; CD “Lucília do Carmo”,  col. Biografias do Fado, EMI-VC, 1998)

[instrumental]

Se o nosso amor se desfez

Só tu foste o culpado;

Porque sofres quando vês

Outro homem a meu fado?

Foste mau, foste cruel,

Não me queixei a ninguém;

Bebi lágrimas de fel

Suportando o teu desdém.

Dizes que não descansas

E que me vês em teus sonhos;

Ai a dor são as lembranças

Dos teus remorsos medonhos.

É Deus que te faz sofrer,

Vê lá bem o teu castigo:

Dormes com outra mulher

E sonhas sempre comigo.

Minhas mãos já não te afagam,

O meu desprezo é enorme;

Cá se fazem, cá se pagam,

Bem sabes que Deus não dorme.

[instrumental]

* Jaime Santos – guitarra portuguesa

Alfredo Mendes – viola

Gravado no Teatro Taborda, Costa do Castelo (Lisboa), em 1958

Técnico de som – Hugo Ribeiro

Não Gosto de Ti

Letra: José Galhardo

Música: Raul Ferrão

Intérprete: Lucília do Carmo* (in EP “Verdades Que a Noite
Encobre”, Decca, 1968; 2LP/CD “O Melhor de Lucília do Carmo”,
EMI-VC, 1990; CD “O Melhor de Lucília do Carmo”, Valentim de
Carvalho/Iplay, 2008)

Já vivi por te amar

Por te amar, já vivi;

Chego mesmo a pasmar

Desse amor que eu senti.

Nem consigo encontrar

A paixão que voou:

Talvez ande pelo ar

Porque o vento a levou.

Eu dantes cantava

Da aurora ao sol-pôr;

Confesso que amava,

Gostava, gostava,

Gostava do teu amor.

Mais tarde o teu rosto

P’ra sempre esqueci;

Agora não gosto,

Não gosto, não gosto,

Não gosto de ti!

Este ideal, todo ideal,

Esta dor que faz dor

Só é mal que faz mal

Quando o amor é amor.

Diz que dói, já não dói,

Tinha fé, foi-se a fé;

Como foi que isto foi?

É que o amor é como é!

Eu dantes cantava

Da aurora ao sol-pôr;

Confesso que amava,

Gostava, gostava,

Gostava do teu amor.

Mais tarde o teu rosto

P’ra sempre esqueci;

Agora não gosto,

Não gosto, não gosto,

Não gosto de ti!

* Francisco Carvalhinho e Ilídio dos Santos – guitarras portuguesas

Orlando Silva – viola

Liberto Conde – viola baixo

Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Junho de
1968

Técnico de som – Hugo Ribeiro

(Continua)

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