Claro que não podia deixar de estar de acordo com os pontos de vista, sempre lúcidos, do Padre Mário de Oliveira. Claro que estes crimes da autoria de seres humanos, criminosos/vítimas como ele diz, fabricados pela ICAR, são da responsabilidade da Igreja Romana e da sua mentalidade petrificada e cavernícola. A ICAR deve ser desde há muito e também nos dias de hoje, a instituição que mais pedófilos produz na sociedade humana. São milhares e milhares os que se conhecem, em todas as nações, em todos os continentes, em todas as instituições e em todas as épocas. O registo de casos concretos conhecidos seria interminável. E isto é, sem dúvida, a ponta do iceberg. Estes hediondos crimes são tanto mais sórdidos quanto mais são praticados por pessoas com dupla responsabilidade no seio da humanidade. Por um lado, seres humanos pretensamente bem formados, integrados na sociedade como exemplos a seguir, em segundo lugar, pessoas cuja vida deveria ser, pretensamente, dedicada ao culto da verdade, da transparência, da honra, da dignidade e da santidade. E o que, ao fim e ao cabo se adivinha numa boa parte daquelas caras emolduradas de beatice, e naqueles corpos paramentados de ridículo folclore e falsidade, não é mais do que uma montanha de mentira e hipocrisia. Não venham com a desculpa de que são humanos e, como humanos, pecam e erram. Então mudem as regras, que, como diz o Padre Mário, nunca quiseram nem querem mudar. Humanizem-nos a sério, não os formatem e não lhes reduzam a natureza humana à mais falsa das liberdades, a “liberdade” acorrentada. Dá arrepios ver nos jornais, por exemplo, uma foto do pároco da Golegã, rezando missa com todo o ar de santo, com a figura de Cristo atrás de si, possivelmente a pregar a castidade e, se calhar, com a mente no próximo abuso sexual de menores.
“Em maio de 1981 começaram a chegar cartas e petições no Vaticano, do continente africano, dos Estados Unidos, América Latina, Canadá e todas elas tinham um tema básico: abuso sexual. Em cada caso, os supostos culpados eram padres, bispos e membros das comunidades religiosas. As queixas sobre os Bispos eram dirigidas ao secretário ou ao prefeito da Congregação dos Bispos e aquelas que envolviam padres à Congregação do Clero e aquelas envolvendo as várias ordens religiosas, à Congregação dos Institutos da Vida Consagrada e das Sociedades da Vida Apostólica. A Secretaria enviava cada carta ao membro apropriado da equipe. O arquivista dava um número de protocolo à carta e anotava sua data, autor, diocese ou origem e assunto. Uma providência mínima era tomada”. Fonte: David Yallop.
Durante o pontificado de João Paulo II, que vai ser canonizado (?!), o Vaticano e a Igreja estiveram completamente envolvidos em crimes de toda a natureza, nomeadamente crimes financeiros, crimes ligados à mafia, assassinatos e também numerosos crimes de pedofilia e de perversão sexual. Será muito ingénuo quem quer que pense na “inocência” e no desconhecimento de João Paulo II e outros papas, anteriores e posteriores. O que hoje se sabe e o que está profusamente provado e divulgado em livros por esse mundo fora, arrasa o Vaticano, a ICAR e toda a sinistra hierarquia da cúria romana.
Decidiu o Padre Mário Oliveira pôr e muito bem o dedo na ferida. Quem deveria estar no banco dos réus era a instituição católica romana que há séculos produz impunemente seres desta natureza.
E para corroborar o seu pensamento, talvez ajude aquilo que se segue:
Há um estudo “The catholic Priest in the United States Psychological Investgations”, da autoria dos padres Eugene Kennedy e Victor Heckler que mostrou o seguinte: 7% dos padres eram emocionalmente desenvolvidos, 18 % estava em vias de desenvolvimento, 66% eram subdesenvolvidos e 8% mal desenvolvidos.
Apoio de A a Z o comentário perfeito de Adão Cruz.
E precisamos também lembrar que a grande hipocrisia da pretensa castidade dos padres tem raízes econômicas. Padres “mais humanos” e “menos santos”, com famílias e seus gastos, foram sempre impensáveis para a ganância igualmente criminosa da Igreja .
abraço solidário da
Rachel Gutiérrez
Apoio de A a Z o comentário perfeito de Adão Cruz.
E precisamos também lembrar que a grande hipocrisia da pretensa castidade dos padres tem raízes econômicas. Padres “mais humanos” e “menos santos”, com famílias e seus gastos, foram sempre impensáveis para a ganância igualmente criminosa da Igreja .
abraço solidário da
Rachel Gutiérrez