
Uma jovem de 23 anos ajoelhada junto ao confessionário.
– Perdoai-me Sr. Padre, esta não é propriamente uma confissão, é mais um desabafo e um pedido de ajuda.
– O que é que te atormenta, minha filha?
– A minha mãe quer, à força, que eu me case.
– É normal! As mães querem sempre que as filhas se casem para que a vida continue, uma geração depois da outra.
– Mas eu não gosto de quem quer casar comigo. Só em pensar nele a apalpar-me e fico toda arrepiada.
– Então as coisas complicam-se. E não gostas de nenhum outro rapaz?
– Gosto de muitos.
– Muitos, minha filha?
– Sim, muitos, camaradagem que vem da escola.
– Não estou a falar disso. Estou a perguntar se não gostas de um para ser teu marido.
– Sim, gosto de um. E muito.
– Quem é?
– Não posso dizer o nome.
– Não podes, porquê?
– Porque é segredo, por enquanto é segredo, depois eu conto.
– Ocultar a verdade aos ministros de Deus, é pecado.
– Eu sei, eu sei. E chego a ter sonhos indecentes com ele, o que me assusta. E não apenas sonhos, também já começámos a apalpar o corpo um do outro, pecado da carne. É por isso que eu estou aqui a pedir ajuda. Já disse que não é confissão, é pedido de ajuda.
– Como é que posso ajudar-te se tudo escondes?
– De penitência eu quero ser freira.
– A vida religiosa não é penitência, é vocação. Portanto, para isso, não contes com a minha ajuda.
– E o Sr. Padre não pode pedir à minha mãe para desistir de me forçar a casar com quem ela quer?
– Sim, isso eu posso tentar.
A jovem benze-se e agradece:
– Bem haja por me aturar, Sr. Padre.
– Vai com Deus, minha filha. Reflete e volta quando te sentires disposta a contar tudo. Tu precisas é confessar-te.
– Eu sei, eu sei…

[image: Imagem intercalada 1]o tempo de controlo sobre as conscincia …..J SE FOI …..[image: Imagem intercalada 2]Maria