ORLANDO DA COSTA – um grande escritor português – por Carlos Loures

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Neste território do livro como entidade substantiva e dos livros como realidades literárias, os autores são os protagonistas. Hoje, falamos de Orlando da Costa – nasceu em Moçambique de uma família goesa e optou pela nacionalidade portuguesa. E na nossa língua escreveu uma obra de eleição – um dos seus romances acaba de ser reeditado – O Último Olhar de Manú Miranda – cuja segunda edição foi apresentada no dia 2 deste mês na Casa de Goa.

O último olhar de Manu Miranda

Orlando da Costa (1929-2006), nasceu em Lourenço Marques, actual Maputo,  numa família goesa. Foi criado em Margão, vindo para Lisboa, com apenas 18 anos. Na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas. Frequentou a Casa dos Estudantes do Império, «viveiro» de líderes e de intelectuais oriundos das colónias – experiência que Orlando da Costa reflecte em Os Netos de Norton. Ficcionista, dramaturgo e poeta, publicou uma dezena de livros, dos quais se destacam os romances O Signo da Ira (1961), Podem Chamar-me Eurídice (1964), Os Netos de Norton (1994) e O Último Olhar de Manú Miranda (2000, 2ª edição em 2013) – um olhar nostálgico sobre o passado.

Orlando da Costa –  um português de primeira água, um resistente antifascista, um homem que sempre se mostrou consequente com os seus princípios. Um grande português e um grande escritor. E poderia acrescentar – um grande e saudoso amigo.

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