Celebrando a Ronda dos Quatro Caminhos – 17 – por Álvaro José Ferreira

Anima Mea

Letra e música: Popular (Trás-os-Montes) Arranjo: António Prata Intérprete: Ronda dos Quatro Caminhos* (in 2CD “Alçude”: CD1, Ovação, 2001)

[instrumental]

Aqui se canta, aqui se baila,

Aqui se joga a laranjinha;

Eu conheço o meu amor

Pelo nó da gravatinha.

Pelo nó da gravatinha,

Pelo lenço cachiné;

Aqui se canta, aqui se baila,

Aqui se joga o dominé.

[instrumental]

Triste és anima mea,

Triste és anima tua;

Quando estiver em teus braços

Então direi: aleluia!

Triste és anima mea,

São palavras em latim;

O meu amor p’ra contigo

Só por morte terá fim.

[instrumental]

Flor da Rosa

Letra e música: Popular (Alentejo) Recolha: José Alberto Sardinha Arranjo: António Prata, Carlos Barata e Pedro Fragoso Intérprete: Ronda dos Quatro Caminhos* (in 2CD “Alçude”: CD1, Ovação, 2001)

[instrumental]

Nasce o Sol no Alentejo,

Nasce água clara na fonte;

Nasce em mim a saudade

Da lareira do teu monte.

Quem me dera ser o trigo

Que ciranda na peneira,

E poder andar contigo

Cirandando a vida inteira.

[instrumental]

Não há cravo como o branco

Que até no cheirar é doce,

Nem amor como o primeiro

Se ele fingido não fosse.

Pelas estrelas da noite

Regulam-se os marinheiros,

E eu pelos teus lindos olhos

Que são astros mais certeiros.

[instrumental]

Às ceifeiras nunca digas

Madrigais no teu cantar,

Pois se vão em tais cantigas

Fica o trigo por ceifar.

Eu não sei por que motivo

Tu me recusas um beijo!…

Ao menos sei porque vivo

Tão preso ao teu Alentejo.

[instrumental / vocalizos]

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