RETRATOS COM HISTÓRIAS – RAUL SOLNADO – POR EDUARDO GAGEIRO

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Raul Solnado, 1966. “Dois dias antes da inauguração da Ponte 25 de Abril. Foi capa do Século Ilustrado”.

Artista cuja intensa actividade se desenvolveu sobretudo em três categorias, isto é, como humorista, apresentador televisivo e actor.

Reconhecidamente um dos maiores humoristas portugueses, talvez o mais espontâneo e inteligente, as suas “histórias” marcaram o tecido social desde que, em 1961, na revista “Bate o pé”, introduz a grande novidade de “A guerra de 1908”, um texto do espanhol Miguel Gila que Solnado adaptou com sentido intervencionista. Esta famosa interpretação, gravada juntamente com outras (“A história da minha vida”, “Chamada para Washington”, “O Bombeiro Voluntário”, etc.), tiveram e continuam a ter um extraordinário êxito discográfico. Como apresentador televisivo bastará recordar o programa “Zip-Zip”, apresentado em 1969 em conjunto com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, ou o enorme sucesso “A Visita da Cornélia” (1977), programas de inovação quanto aos conteúdos e à forma, até porque envolviam o público de modo divertido mas sempre com a intenção de investir no apelo à elevação cultural. E finalmente como actor, participou em variadíssimos filmes, destacando-se a sua actuação em “Dom Roberto”, de José Ernesto de Sousa (1962) ou em “Balada da Praia dos Cães” (1987), de José Fonseca e Costa, a partir do romance de José Cardoso Pires. E no teatro, entre as suas numerosíssimas aparições em todos os géneros (revista, comédia, drama), talvez seja de recordá-lo sobretudo em “O Avarento”, de Molière, encenado por Hélder Costa (1995) ou em O Valente Soldado Schweik”. (MS).

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