O FINAL – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

 

Ó Padre Anchieta: retiras-te para Reritiba, onde és recebido com alegria pelos índios que surgem do sertão. Mas em 1593 tens ainda que dirigir o Colégio dos Jesuítas em Vitória do Espírito Santo. Em 1595 consegues obter dispensa dessas funções e, em busca de descanso, retiras-te definitivamente para Reritiba. Até que enfim…

Agrava-se a doença que te persegue desde a adolescência, coluna retorcida. Em 9 de Junho de 1597 pedes (e recebes) a Extrema Unção. A rezar em latim e abraçado às imagens de Jesus Cristo e da Santíssima Virgem, morres meia hora depois.

Espontaneamente, mais de 3 mil índios engrossam o teu funeral, ao qual se vão juntando centenas de brancos e caribocas. Saem de Reritiba rumo a Vitória, onde serás sepultado. Durante três dias a consternada multidão carrega e acompanha o teu amortalhado corpo. 

Desde São Paulo de Piratininga e Peruíbe e Itanhaém e São Vicente até ao Rio de Janeiro e Vitória do Espírito Santo e Salvador da Bahia ninguém te esquece; nem índios, nem brancos, nem caribocas. Antes pelo contrário, clamam todos que és tu o Apóstolo do Brasil.

Em tua homenagem Reritiba passará a chamar-se ANCHIETA.

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