Este vídeo é bastante longo, talvez demasiado, longo; os oradores, são sérios, ao que julgo saber. Pelo menos do que sei do velho pesquisador Isidoro Milhão e o novo pesquisador André Pena Granha, este derradeiro hoje no Facebook; ora, o que está detrás de tudo isto é o fundo, verdadeiro mas exagerado, “céltico” de todos nós, nortenhos, digamos aproximademente do Douro ao Návia, mas também das Astúrias e até o Norte de Castela; também há estudos mais recentes de ADN que nos relacionam com as Ilhas Britânicas, e assim por diante; o perigo é o exagero/tentação dalguns moços de tornar isto em algo “racial”, e não digo mais; o que sim está clara é a pegada céltica, ou melhor o substrato céltico, detectável na língua, toponímia, lendas, tradição, arte, etc.: alguns linguistas sérios, como por exemplo Higino Martins, têm acompanhado e documentado têm rastejado a lenta morte da língua céltica galaica, esmagada pela romanização, até bem entrado o primeiro milénio depois de Cristo:
http://www.estudosceltas.org/wp-content/uploads/2013/09/TRIBOSUNIFICADOparaREDE.pdf
Dito isto todo, cumpre ter em conta que o debate não se produz “in vacuo” mas dentro da acelerada “assimilação” da nossa etnia pelo Estado Espanhol, o que polariza o debate: os “nacionalistas” galegos tendem a exagerar o celtismo por diferencialismo, e os “espanholistas” (=em puridade nacionalistas espanhóis!) fazem justamente o contrário, numa tensão atlântico-mediterrânica: voilà!
https://www.youtube.com/watch?v=ZgB2Kt_oGFI&feature=player_detailpage
