SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA – 4 – Comentários de Carlos Durão

Este vídeo é bastante longo, talvez demasiado,  longo; os oradores, são sérios, ao que julgo saber. Pelo menos do que sei do velho pesquisador Isidoro Milhão e o novo pesquisador André Pena Granha, este derradeiro hoje no Facebook; ora, o que está detrás de tudo isto é o fundo, verdadeiro mas exagerado, “céltico” de todos nós, nortenhos, digamos aproximademente do Douro ao Návia, mas também das Astúrias e até o Norte de Castela; também há estudos mais recentes de ADN que nos relacionam com as Ilhas Britânicas, e assim por diante; o perigo é o exagero/tentação dalguns moços de tornar isto em algo “racial”, e não digo mais; o que sim está clara é a pegada céltica, ou melhor o substrato céltico, detectável na língua, toponímia, lendas, tradição, arte, etc.: alguns linguistas sérios, como  por exemplo Higino Martins, têm acompanhado e documentado têm rastejado a lenta morte da língua céltica galaica, esmagada pela romanização, até bem entrado o primeiro milénio depois de Cristo:

http://www.estudosceltas.org/wp-content/uploads/2013/09/TRIBOSUNIFICADOparaREDE.pdf

Dito isto todo, cumpre ter em conta que o debate não se produz “in vacuo” mas dentro da acelerada “assimilação” da nossa etnia pelo Estado Espanhol, o que polariza o debate: os “nacionalistas” galegos tendem a exagerar o celtismo por diferencialismo, e os “espanholistas” (=em puridade nacionalistas espanhóis!) fazem justamente o contrário, numa tensão atlântico-mediterrânica: voilà!

https://www.youtube.com/watch?v=ZgB2Kt_oGFI&feature=player_detailpage

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