Cidade – luz, sombra e palavras – 8 – Munique – fotografias por Fábio Roque

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Munique

Munique, (München), capital da Baviera que foi um estado independente entre 1805 e 1918, sendo integrado no Império Alemão em 1871. Muito se pode dizer sobre Munique, desde a    protecção que Luís II, rei    da Baviera concedeu às artes, até ao movimento expressionista tão ligado a Munique, recordar que Bertolt Brecht trabalhou e estudou em Munique ou, num registo bem mais dramático, evocar o putsch da Cervejaria (ou putsch de Munique), o golpe que Hitler tentou em 9 de Novembro de 1923. Ou referir a visão exterior e despojada do poema The Munich Mannequins,  da norte-americana Sylvia Plath  que, num dos versos, diz In Munich, morgue between Paris and Rome… (Em Munique, casa mortuária entre Paris e Roma).     Visão estranha, pois se há cidade alegre no actual estado alemão, Munique é candidata a ser a mais radiosa – dos bávaros se diz serem os latinos da Germânia.

 Não faremos nenhuma dessas opções – vamos antes centrar a atenção na foto de Fábio Roque que nos mostra a cena primaveril de muniquenses e de turistas contrariando o retrato de Sylvia Plath.

 

Perfection is terrible, it cannot have children.
Cold as snow breath, it tamps the womb

Where the yew trees blow like hydras,
The tree of life and the tree of life

Unloosing their moons, month after month, to no purpouse.
The blood flood is the flood of love,

The absolute sacrifice.
It means: no more idols but me,

Me and you.
So, in their sulfur loveliness, in their smiles

These mannequins lean tonight
In Munich, morgue between Paris and Rome,

Naked and bald in their furs,
Orange lollies on silver sticks,

Intolerable, without minds.
The snow drops its pieces of darkness,

Nobody’s about. In the hotels
Hands will be opening doors and setting

Down shoes for a polish of carbon
Into which broad toes will go tomorrow.

O the domesticity of these windows,
The baby lace, the green-leaved confectionery,

The thick Germans slumbering in their bottomless Stolz.
And the black phones on hooks

Glittering
Glittering and digesting

Voicelessness. The snow has no voice

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