Praga, durante muito tempo, teve o estatuto de uma capital provincial, até à independência da Checoslováquia, alcançada após a I Guerra Mundial. Cresceu então rapidamente até à II Guerra Mundial, entre cujas causas esteve a questão dos Sudetas, a importante minoria alemã integrada no país, foi uma das causas desta última. No fim da guerra as minorias alemães foram expulsas, e as tensões daí derivadas perecem ainda não estar inteiramente ultrapassadas. Esta história de conflitos parece não estar ainda inteiramente ultrapassada hoje em dia.
O poeta Rainer Maria Rilke (1875-1926), que nasceu em Praga, de ascendência alemã, descreve no seu poema Larenopfer (Oferendas aos Lares)*, uma topografia lírica da cidade, em 90 poemas, que terão sido publicados em 1896. Escreveu também, na mesma época, Duas Histórias de Praga (O Rei Bohusch e Os Irmãos), publicado em 1929, já após a morte de Rilke, e em editado em Portugal em 1984, pela Editorial Labirinto, com tradução de Ana Cotrim e revisão de Mário Jorge Torres Silva. Nesta obra retrata o quotidiano de Praga na altura e o ambiente político agitado pelo nacionalismo, no fim do século XIX. Inclui anotações e um posfácio, salvo erro de Josef Mülhberger, com muito interesse para reforçar as imagens de Praga e da vida na época, que se podem obter da leitura da obra. Praga é, hoje em dia, uma cidade de mais de um milhão de habitantes, muito desenvolvida sob o ponto de vista económico, e de extraordinário sob o ponto de vista cultural, incluindo aqui os seus parques e jardins.
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*Larenopfer – ver nota da Amazon em http://www.amazon.com/LARENOPFER-Rainer-Maria-Rilke/dp/1597090107



