A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
de uma obra exemplar e, a todos os títulos, promotor de primeira água do que viria a designar-se por neo-realismo, há muito que merecia um trabalho de prospecção que unisse a biografia a tantos momentos nucleares dos seus muitos textos literários. Projecto várias vezes anunciado, só agora se oferece ao público (“Alves Redol. Fotobiografia. Fragmentos autobiográficos”, organização de António Mota Redol, selecção de textos autobiográficos por Vítor Viçoso, Lisboa, Althum.com, 2013) uma organização semiótica que estabelece os muitos elos de ligação entre a obra e o homem, entre a complexa trama de vivências e de experiências que de algum modo explicam a maturidade de um autor (1911-1969) que, não obstante a extensa e intensa escritura, nos deixou prematuramente, em plena actividade de criação literária.