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Alain Resnais é um nome indissociável da história do cinema e esteve particularmente em foco nos anos 60 do século XX com filmes como “Hiroshima meu amor”/ “Hiroshima mon amour” (1959, com guião de Marguerite Duras), e “O Ano passado em Marienbad”/ “L’année dernière à Marienbad” (1961, com guião de Alain Robbe-Grillet). Tempo e memória são temas nucleares na obra de Resnais. Realizou também um documentário excepcional – “Noite e nevoeiro”/ “Nuit et brouillard” (1955), sobre os campos de extermínio nazis. A memória como exorcismo de um tempo em que a animalidade prevaleceu e o horror andou à solta pelo mundo. O cinema perdeu, com a morte de Alain Resnais, mais do que um realizador, um Humanista.