A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

que aqui em A Viagem dos Argonautas conhecemos melhor como contista do que como cronista. Muito do que ela diz da sua experiência com o Kindle, vem ao encontro do que aqui temos repetidamente afirmado sobre a antinomia “livro impresso-novas tecnologias”. Pela forma viva, impressiva, como está escrito, o testemunho da Carla é muito interessante e por isso o trazemos aqui.
Muito bom! Eu cá nunca experimentei um… devo estar um dinossauro. Para além dos defeitos que a Carla aponta, junto-lhe, para já mais dois: não tem cheiro! E tem que estar carregado, senão pifa!
Isto completa:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=atTsTXiFMWc&w=420&h=315%5D
O futuro impele-os para a frente, mas por vezes prega-os umas partidihas e parece mesmo que andamos para trás!
Um dia destes falávamos no Skpe, eu e o meu compaheiro actualmente afastados cerca de 300 km,
A distância e a saudade aqueciam a conversa e trocávamos sorrisos marotos e cumplices através do ecran…
De repente assomou-me à ideia a Dª Adelaide, minha avó. Certamete aprovaria a inovação – a neta namorando à “janela”, igualzinho ao que acontecera com ela quando fora jovem e bela e obviamente namorara o meu avô com todo o decoro, atrás do bojo das grades de uma elevada janela.
É bom recordar-te, Avó!
… Quanto aos livros, entendo muito bem a volúpia do toque aveludado das páginas mais ou menos lambidas e delambidas por dedos raramente lavados.
Compreendo a saudade do odor tóxico das tintas e dos seus pigmentos envenenados.
Sei o quanto o papel amarelento das páginas encerra mistérios e desgostos, porém, depois de três divórcios e respectivas mudanças de casa, de cidade, de tudo, acreditem que é um gosto poder transportar toda a biblioteca num pequeno dispositivo que me cabe no bolso. lol