O SILÊNCIO EM TORNO DO EURO, por FRANÇOIS ASSELINEAU

Selecção, tradução e nota introdutória por Júlio Marques Mota

Com as eleições a aproximarem-se a lei do silêncio começa a impor-se em França. Os ataques feitos a um dos mais eminentes economistas franceses da actualidade e membro da Attac, Jacques Sapir, pelo ministro das Finanças, Pierre Moscovici, estão na mesma linha do que se fala no presente texto.

A cada um que compreenda o que tudo isto significa.

Júlio Marques  Mota

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A Mairie PS de Bondy acaba de proibir a conferência de UPR sobre o tema “é necessário ter medo para sair do euro… e restabelecer o franco ?».

14 février 2014By admin

Texto enviado por Philippe Murer, Membro do bureau do Forum Démocratique, Presidente de l’association Manifeste pour un Débat sur le

libre échange.

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Sylvine Thomassin, presidente da Câmara Municipal PS de Bondy, acaba de proibir o acesso à sala da Câmara Municipal de Bondy onde devia ter lugar a conferência desta quinta-feira 13 de Fevereiro de 2014 às 19:00 sobre o tema “É necessário ter medo de sair do euro… e restabelecer o franco?”. Esta proibição foi-nos notificada neste mesmo dia de 13 de Fevereiro à 12:00, ou seja cerca de 7 horas antes do início da conferência, que constitui um método e um prazo de pré-aviso escandaloso.

Esta proibição é ainda tanto mais “inexplicável” quanto já tínhamos pedido e obtido do município, a autorização para utilizar esta mesma sala para duas conferências:

– a 28 Junho 2013 sobre o tema « Que cache le projet des euro-régions ? »

– e a 27 Setembro 2013 sobre o tema « L’hyperpuissance américaine est-elle sur le déclin ? »

Nos dois casos, a reunião UPR tinha-se efectuado naturalmente sem o mais pequeno problema, com satisfação geral, quer do o público quer do pessoal da Câmara Municipal.

A proibição que nos foi notificada no final da manhã contradiz além disso a autorização que nos tinha sido dada oralmente pelo responsável, tal como nas duas vezes as precedentes.

Esta proibição não foi acompanhada de nenhuma explicação nem justificação. Trata-se por conseguinte de um pura “decisão do príncipe”, exactamente assimilável a um acto de censura pura e simples.

Esta proibição – notificada apenas algumas horas antes da abertura ao público e enquanto que todas as disposições tinham já sido tomadas – é exactamente um método mesquinho e tirânico idêntico aos utilizados pelo presidente (socialista) da universidade Caen, quando nos proibiu o acesso ao anfiteatro no 17 de Janeiro passado, algumas horas antes que eu aí pronunciasse a minha conferência sobre o tema “O que sabem da História da França?

 (cf. http://www.upr.fr/evenement/conference-de-francois-asselineau-caen-que-savez-vous-de-lhistoire-de-france).

Conclusão: O PS põe em prática a ameaça de François Hollande na sua conferência de imprensa do 14 de Janeiro

Incontestavelmente, a subida em popularidade do UPR começa a incomodar cada vez mais gente , e em especial os oligarcas europeístas, sejam eles de direita ou de esquerda.

O UPR preocupa porque somos um movimento perfeitamente sereno, respeitador do direito e republicano, porque recusamos e denunciamos todos os extremismos, porque reunimos franceses de todas as origens e convicções, e porque apresentamos análises cuja precisão, qualidade técnica e irrefutabilidade fazem entrar em pânico todos os manipuladores de opinião e os propagandistas.

Face ao do “fenómeno UPR”, os europeistas em dificuldade só têm como argumentação o insulto, a difamação e os actos de pura censura.

Assim, a retirada de autorização – uma a uma, a 17 de Janeiro e a 13 de Fevereiro, – de duas autorizações de sala, nos dois casos a emanarem de personalidades membros do PS, dá que pensar que os dirigentes do PS estão já a aplicar à letra a ameaça feita por François Hollande na sua conferência de imprensa do 14 de Janeiro de 2014.

Recordemos que o chefe do Estado com efeito tinha afirmado nesse dia, na frente da imprensa nacional e internacional, que “não deixaria actuar aqueles que querem terminar com a ideia europeia”, nem “os que querem sair do euro”. [1]— — — — — — –

Como já tínhamos indicado então no nosso comunicado de imprensa [http://www.upr.fr/presse/communiques-de-presse/communique-de-lupr-sur-la-conference-de-presse-du-president-de-la-republique-du-14-janvier-2014] :

Nós asseguramos quanto a nós que o UPR, cujo número de membros e simpatizantes está em crescimento cada vez mais rápido, não deixaremos aqueles fazer, entre os quais o inquilino do Eliseu que querem acabar com a República francesa.

Que isto agrade ou não ao Presidente Hollande, prosseguiremos o nosso combate para fazer sair a França da União europeia, do euro e da OTAN – que são as principais causas do desastre actual -, e para pôr em prática o nosso programa de recuperação económica directamente inspirado do programa do Conselho Nacional da Resistência.

É a razão pela qual os convidamos a vir numerosos à reunião pública que terei a cerca de centena de metros da Câmara Municipal de Bondy, numa Cervejaria que quis bem dar-nos o seu acordo para nos acolher em substituição da Câmara.

(…)

Seja como for, podem contar com o UPR e comigo mesmo de modo que os aprendizes ditadores do europeísmo sejam os perdedores da prova de verdade que está a chegar: as eleições europeias.

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[1] Deixemos aqui a frase no original: «laisserait pas faire ceux qui veulent en terminer avec l’idée européenne », ni «ceux qui veulent sortir de l’euro».

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