UNIVERSIDADE E LIBERDADE – António Sampaio da Nóvoa

No passado sábado, dia 2 de Março, o professor catedrático António Sampaio da Nóvoa, na  cerimónia em que recebeu o Prémio Universidade de Coimbra de 2014, afirmou que  “sem liberdade não há universidade”. É pela liberdade que se educa, que se faz cultura, que se produz ciência, defendeu o psicólogo e ex-reitor da Universidade de Lisboa, ao agradecer o galardão, que lhe foi entregue no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.  Sampaio da Nóvoa citou o filósofo francês Jacques Derrida para sublinhar que essa liberdade deve ser “infinita, sem condições”: Só uma “liberdade incondicional” permite que as universidades “sejam o que devem ser: um lugar onde se transforma o passado em futuro”. e citou o poeta surrealista Mário Cesariny de Vasconcelos – Um lugar onde “agarramos no passado e o arremessamos para o futuro”.

O ex-reitor da Universidade de Lisboa proferiu uma conferência subordinada ao tema “A universidade e a liberdade”, vincando que o fazia “através de um diálogo” com o republicano Bernardino Machado e com uma oração de sapiência que proferiu, em 1904, na Universidade de Coimbra. Bernardino Machado deu a essa intervenção, na Sala dos Capelos, o título “A universidade e a nação”, mas na verdade “foi sobre a liberdade que ele falou, o que lhe custou, aliás, alguns dissabores”, ainda na vigência da monarquia.

1 Comment

  1. Sim! De facto sem liberdade não se produz conhecimento, apenas condicionamento do intelecto.
    Porém a liberdade não é condição que se conquiste é condição intrínseca aos espiritos indomáveis, àqueles que ousam tomar nas próprias mãos o seu destino e traçam a sua rota e são por isso livres apesar dos regimes políticos terroristas, violentos e ferozes.
    Que vivam para sempre tais Homens, livres, indomáveis e inteligentes.

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