CONTOS & CRÓNICAS – “A HISTÓRIA INTERMINÁVEL QUE MEU PAI ME CONTAVA” – Por José Magalhães (15)

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UMA HISTÓRIA INTERMINÁVEL

Ia eu por ali a passar, subindo e descendo por uma ladeira acima, quando ouvi dois tiros. Pum!, Pum!. Horríveis, assustadores, medonhos.

Juntou-se muita gente, muita gente, muita gente, e eu também, ansioso, na esperança de ajudar a solucionar ou até mesmo resolver de uma vez o acontecido. Não se sabe se há mortos, feridos ou estropiados.

Os tiros, pum!, pum!, foram ouvidos a muitas léguas, e as gentes chegavam em catadupa.

O pum, pum dos tiros, terá chegado também aos ouvidos da autoridade que, lesta, enviou um agente para, de imediato, tomar conta da ocorrência.

Chegou o polícia e disse: – Está tudo preso!

– Menos eu, senhor guarda, eu não, disse eu.

– Então porquê?, retorquiu o agente da autoridade.

– Porque eu sei tudo!

– Sabe tudo?

– Sei sim senhor.

– Ora então conte lá!

– Olhe senhor guarda, disse eu pigarreando e aclarando a voz, que quer que lhe diga? Foi assim: Ia eu por ali a passar, subindo e descendo por uma ladeira acima, quando ouvi dois tiros, pum!, pum!. Horríveis, assustadores, medonhos. Juntou-se muita gente, muita gente, muita gente, e eu também, curiosos, ansiosos, todos na esperança de ajudar a solucionar ou até mesmo a resolver de uma vez o acontecido. Não se sabe se há mortos, feridos ou estropiados. Ora os tiros, pum, pum, foram ouvidos a muitas léguas, e as gentes chegavam em catadupa. O pum, pum, dos tiros terá também chegado aos ouvidos das autoridades que, lestas, enviaram um agente para, de imediato, tomar conta da ocorrência. Assim sendo, chegou o polícia e disse: – Está tudo preso!

-Menos eu, senhor guarda, eu não, disse eu!

– Então porquê? Retorquiu o agente da autoridade.

– Porque eu sei tudo, respondi.

– Sabe tudo?

– Sei sim sô guarda.

– Ora então conte lá! Disse o senhor polícia.

– Olhe, disse eu pigarreando e aclarando a voz, que quer que lhe diga? Foi assim: Ia eu por ali a passar, subindo e descendo por uma ladeira acima, quando ouvi dois tiros, pum!, pum!. Horríveis, assustadores, medonhos. Juntou-se muita gente, muita gente, muita gente, e eu também, curiosos, ansiosos, todos na esperança de ajudar a solucionar ou até mesmo a resolver de uma vez o acontecido. Não se sabe se há mortos, feridos ou estropiados. Ora os tiros, pum, pum, foram ouvidos a muitas léguas, e as gentes chegavam em catadupa. O pum, pum, dos tiros terá também chegado aos ouvidos das autoridades que, lestas, enviaram um agente para, de imediato, tomar conta da ocorrência. Assim sendo, chegou o polícia e disse: – Está tudo preso!

-Menos eu, senhor guarda, eu não, disse eu!

– Então porquê? Retorquiu o agente da autoridade.

– Porque eu sei tudo, respondi.

– Sabe tudo?

– Sei sim sô guarda.

– Ora então conte lá! Disse o senhor polícia.

– Olhe, disse eu pigarreando e aclarando a voz, ………

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5 Comments

  1. Divulgar a beleza e arte da nossa Invicta é um acto de sensibilidade, bom gosto e amor fraternal . Pena não haver publicações….à venda. Respeitosos cumprimentos .

  2. Não sei de onde, ou de quem, terá vindo essa história, Zé, em minha casa também se contava a dita e lembro-me de ser miúda e eu e o Mário nos divertirmos imenso com esta historieta!

    1. Também não lhe conheço a origem, Graça, mas deve ter tido a mesma que a que ouvias em criança. O meu pai contava-a e durante muitos anos, contei-a eu aos meus filhos também. É, de qualquer forma, muito engraçada.

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