“John Donne” – poema de Rachel Gutiérrez

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nas veias

nas teias

nas redes

nas rendas

da fantasia

agarra a estrela     c

                                      a

                                      d

                                      e

                                      n

                                      t

                                      e

com tua alma

dançarina.

Ilustração . Quadro de Dorindo Carvalho.

2 Comments

  1. Raquel, para amanhã, às 9 horas daqui, meti este poema do John Donne, com uma tradução que te dedico em especial. Espero que gostes, ou, pelo menos, que não a aches muito má. Aqui vai:

    NO MAN IS AN ISLAND, de JOHN DONNE

    No man is an island,

    Entire of itself.

    Each is a piece of the continent,

    A part of the main.

    If a clod be washed away by the sea,

    Europe is the less.

    As well as if a promontory were.

    As well as if a manor of thine own

    Or of thine friend’s were.

    Each man’s death diminishes me,

    For I am involved in mankind.

    Therefore, send not to know

    For whom the bell tolls,

    It tolls for thee.

    NINGUÉM É UMA ILHA

    Ninguém é uma ilha

    Entregue a si só.

    Todos são pedra do continente

    Uma parte do todo.

    Se uma terra a arrasta o mar

    A Europa vai-se.

    Como se fosse um promontório.

    Como se fosse a tua própria casa

    Ou a do teu amigo.

    A morte de um homem priva-me

    Pois pertenço à humanidade.

    Por isso, não mandes perguntar

    Por quem o sino dobra

    Ele dobra por ti

    Tradução de João Machado

    Um beijinho

    João

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