Parte II
AS DESIGUALDADES A NÍVEL DE CONCELHOS SÃO MUITO GRANDES E NÃO TÊM DIMINUÍDO
Uma análise mais fina, revela desigualdades ainda maiores entre concelhos determinando condições de vida para as populações muito diferentes mesmo de concelho para concelho. Para fazer essa análise vamos utilizar os últimos dados divulgados pelo INE sobre o “Indicador per capita” (percentagem que o poder de compra medio de um habitante de cada concelho representa em relação ao poder compra per capita nacional), e a percentagem que o poder de compra de cada concelho representa em relação ao poder de compra nacional. São dois indicadores que dão uma ideia clara e quantificada das condições de vida das populações dos concelhos do país.
O gráfico 1 mostra qual é posição relativa dos diferentes conjuntos de concelhos em relação ao poder de compra per capita (por habitante) do país e como ele evoluiu entre 2007 e 2011.
Gráfico 1 – Poder de compra por habitante em 2007 e 2011
Como mostra o gráfico1 as disparidades de poder de compra entre as diferentes conjuntos de concelhos continuavam a ser enormes em 2011, variando entre 140% e 61% do poder de compra medio do país Uma análise mais fina, com dados do INE, mostra que as disparidades do poder de compra entre os concelhos mais desenvolvidos e os menos desenvolvidos são muito grandes.
O poder de compra médio de uma habitante de Lisboa é cerca de 4,3 vezes superior ao poder de compra médio de uma habitante de Celorico de Baixo. Como consequência destas disparidades a repartição do poder de compra total no país é extremamente desigual como mostra o gráfico 2:
Só o Grande Porto e a Grande Lisboa concentram 41,2% do poder de compra total do país apesar de terem apenas 31,6% da população portuguesa.
Eugénio Rosa – Economista – edr2@netcabo.pt – 16-3-2014
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Para ler a Parte I deste trabalho de Eugénio Rosa, publicada ontem em A Viagem dos Argonautas, vá a:
AS ENORMES ASSIMETRIAS REGIONAIS AGRAVAM AS DESIGUALDADES SOCIAIS EM PORTUGAL − por EUGÉNIO ROSA


