Esta é uma frase que no nosso imaginário corresponde a tratamento médico.
Contato que as pessoas faltam a consultas marcadas (e como as marcações já são difíceis!), sobretudo em hospitais centrais, no que se refere à cidade e a idas a centros de saúde nas povoações deles mais distantes, por não terem dinheiro para os transportes. Este facto é comprovado, certamente com dados mais concretos, pelo presidente da Comissão da Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, Bilhota Xavier, que alertou para o facto de a crise ter vindo a levar muitas famílias a não frequentarem as consultas marcadas pelos médicos, com algumas a alegarem não ter dinheiro para o transporte e as refeições que estas deslocações implicam. Também o receio de que as ausências dos empregos possam fazê-los perder o posto de trabalho leva à não comparência. A estes factos juntou o aumento de casos de angústia e depressão infantil, devido às dificuldades das famílias. É na faixa etária das crianças em que se detectam os cada vez mais frequentes problemas de ansiedade, angústias e depressões.

