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das 4:30, oito divisões do 6º Exército Alemão, com 55 mil homens comandados pelo general Ferdinand von Quast, atacaram o sector português, sabendo-o mais vulnerável – era a operação com o nome de código Georgette. A batalha iria durar quase três semanas, até 29 de Abril, mas logo nas primeiras quatro horas de combates, as tropas portuguesas, entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, perderam cerca de 7500 homens. Uma hecatombe. A frente desenvolvia-se numa linha de 55 quilómetros. Cerca de 84 mil homens compunham o 11° Corpo Britânico, no qual estava integrada a 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP) – aproximadamente 20 mil homens, com 15 mil ao longo das primeiras linhas, sob o comando do general Gomes da Costa. Por que razão se encontravam ali as tropas portuguesas?
A Batalha de La Lys foi uma das mais desastrosas de toda a história portuguesa. Os mitos foram muitos, quase criando no imaginário popular a ideia de que se tratou de uma vitória. Mas, sendo uma inegável derrota, parece ser evidente que o sacrifício dos soldados portugueses proporcionou aos britânicos tempo para se estabelecerem em posições favoráveis. As forças britânicas, mais bem equipadas e mais disciplinadas, ao eclodir a ofensiva, recuaram para posições à retaguarda. Os flancos do nosso Corpo Expedicionário ficaram expostos, sendo envolvidos pelas sucessivas vagas da infantaria germânica apoiada por artilharia – a chamada «carne para canhão»