Selecção e tradução de Júlio Marques Mota
7. O Ocidente está desesperado a querer quebrar a ligação Rússia-China mas o “dinheiro fala” em linha recta a Putin
West Desperate To Break Russia-China Axis, But “Money Talks” Straight To Putin
Tyler Durden , ZeroHedge 03/28/2014
Entre outras coisas, há um obstáculo principal à imposição ocidental dos “custos” sobre Vladimir Putin e a sua economia russa – a China. Até agora, Xi Jinping descreveu a China como “um leão a dormir” mas em que hoje “o leão está acordado” e com a primeira viagem do presidente chinês a Europa, como o relata WSJ, os líderes ocidentais estão à espera de poder ganhar o seu apoio sobre a crise na Ucrânia. Contudo, em privado, os diplomatas europeus admitem que o relacionamento de China com a Rússia permanece sólido e que esta posição é bem evidenciada por seu investimento mais recente no fundo de investimentos directos garantido pelo Estado, no valor de $10 mil milhões da Rússia (que terá sido feito por um anterior banqueiro de Goldman Sachs. Parece que o “dinheiro fala” de novo e bem alto mais uma vez e China continuará provavelmente a jogar a posição de compromisso.
Os dirigentes da União Europeia e dos Estados Unidos, como o sublinha o Wall Street Journal, tentarão trazer Xi para o outro lado da linha vermelha…
Os dirigentes europeus estão a procurar aproveitar a viagem inaugural do presidente chinês Xi Jinping à Europa para conseguirem ganhar o seu apoio sobre a crise na Ucrânia, mas o líder chinês não tem dado até agora nenhum sinal que a diplomacia terá um qualquer sucesso em introduzir uma distanciação da China para com o seu parceiro estratégico a Rússia.
Num discurso proferido na quinta-feira em que se comemora o 50º aniversário dos laços diplomáticos de China para com a França, o Presidente Xi deu uma ideia das suas posições em política externa com as grandes declarações, citando a opinião de Napoleon Bonaparte de que China era “um leão a dormir” que iria agitar o mundo quando despertasse.
“Hoje, o leão está acordado, é calmo, simpático e civilizado,” disse o Presidente Xi .
Desde o início, contudo, a crise de Ucrânia tem pairado no ar aquando da visita milimetricamente preparada do Presidente Xi.
Os dirigentes da política europeia procuraram ver como uma vitória diplomática a decisão da China de se abster ao votar no Conselho de Segurança das Nações Unidas em que se condenou um referendo que abria o caminho para a Crimeia romper com a Ucrânia e ir juntar–se à Rússia .
Mas isto seria uma mudança total quando eles mesmos consideram que é improvável que a China venha a dar o seu apoio a uma posição ‘contra’ a Rússia…
Em particular, os diplomatas europeus admitem que as relações da China com a Rússia permanecem sólidas. A China tem-se frequentemente juntado à Rússia em vetar as resoluções do Conselho de segurança em questões como a guerra civil na Síria. Além disso, o voto de abstenção de Pequim sobre a Criméia foi menos um afastamento de Moscovo do que o assumir de uma posição coerente com a rejeição de longa data de Beijing de qualquer intromissão nos assuntos internos dos próprios países estrangeiros, disse um diplomata francês.
O Presidente Li caminha sobre uma corda rígida quando pondera a parceria da China com a Rússia contra as suas ligações económicas crescentes com o Ocidente
” A China irá tentar colocar-se numa situação intermédia ” na Ucrânia, disse Gudrun Wacker, uma especialista sobre a Ásia do Instituto alemão para os Assuntos Internacionais e de Segurança em Berlim . “A conversa será sobre o que terá de acontecer para tornar seguro de que a Rússia não se torne um obstáculo nestas outras negociações”.
Enquanto a viagem de três dias à Alemanha é muito pouco provável que produza quaisquer avanços diplomáticos, esta poderá reforçar as relações económicas.
Mas, como o relata o Financial Times , tudo isto é sempre, “siga o dinheiro” e a China não está a abandonar a sua posição de investidor na Rússia, de modo nenhum …
O fundo de investimento russo com garantia estatal no valor de $10 mil milhões atraiu os chineses e o fundo soberano do Médio Oriente numa procura que bem mostra que aquele pode atrair o capital estrangeiro para o país mesmo se os investidores dos estados Unidos e da União Europeia se afastam na sequência da anexação de Crimeia
O fundo de investimento directo russo (RDIF), que foi criado pelo presidente Vladimir Putin há três anos e que conta com o diretor-executivo Stephen Schwarzman de Blackstone, o cofundador Leon Black de Apollo e o chefe Martin Halusa de Apax no seu conselho consultivo internacional, está a conduzir a compra de uma posição de $200m em Sodrugestvo, num grande processador de semente oleaginosas e um grande trader igualmente, ao lado dos fundos soberanos da riqueza que incluem a China Investimento Corp.
“Obviamente, o que vemos agora, é que os investidores europeus e americanos estão a abrandar nos seus ritmos de investimentos. Espero que nós iremos fazer muitos mais negócios com investidores chineses e do Médio Oriente “disse Dmitriev. “Mas temos uma grande esperança de que iremos continuar em frente.”
Mas isto não é a China…
Em Julho, Dmitriev, um ex-banqueiro de Goldman Sachs, anunciou a nomeação de Ahmad Mohamed Al-Sayed, o chefe do executivo de Qatar Investment Authority, para o Conselho Consultivo Internacional do RFID, anunciando uma possível colaboração do Qatar.
Assim, Stephen Schwarzmann, Leon Black, Martin Halusa, Qatar Investment authorirty e Dominique Strauss Kahn estão todos eles no Conselho Consultivo do RFID e este é dirigido por: Kirill A. Dmitriev, Chief Executive Officer, Russian Direct Investment Fund
Kirill Dmitriev é o director executivo do fundo de investimento directo russo. Antes de ser convidado pelo governo russo para dirigir o fundo, Kirill Dmitriev foi presidente do Icon Private Equity, um fundo de private equity líder no CIS com mais US $1 mil milhões sob a sua gestão. Antes de se criar este fundo Icon era co-gestor de Delta Private Equity Partners, um fundo de private equity líder na Rússia com mais US $500 milhões sob a sua gestão. Antes de ingressar na Delta Private Equity em 2002, o Kirill Dmitriev foi Director-geral adjunto da IBS, uma empresa de topo na Rússia especializada nas IT.
Ele também trabalhou como um banqueiro de investimentos com a Goldman Sachs em Nova York e como consultor da McKinsey & Company em Los Angeles, Moscovo e Praga. Kirill . Dmitriev é um líder Global de jovens do Fórum Económico Mundial em Davos e anterior presidente de Russian Venture Capital and Private Equity Association. Formado pela Universidade de Stanford em Economia com honra e distinção tem um MBA com alta distinção (Baker Scholar) pela Harvard Business School.
Mais uma vez, os tentáculos do Goldman estão aqui envolvidos…

