No mapa acima, a vermelho, está assinalada Rodes, a maior das ilhas do Dodecaneso. Fica no extremo oriental do Mar Egeu, a 18 quilómetros da costa da Turquia, e a 363 da parte continental da Grécia, que é a sua potência administradora. Tem cerca de 1400 quilómetros quadrados de área, e em 2011 a sua população rondava os 115 000 habitantes. A capital é Rodes, que fica na ponta norte da ilha. Esta fica situada no zona onde a placa tectónica do Mar Egeu se encontra com a do continente africano, e dos atritos entre as duas resultam serem ali frequentes os tremores de terra e os maremotos, que muita influência tiveram ao longo da sua história.

Actualmente a economia de Rodes assenta sobretudo no turismo. Existem agricultura e indústria, mas a vida de Roda gira muito à volta dos muitos visitantes que recebe todos os anos. Os numerosos dias de sol intenso proporcionam a estadia agradável nas praias, as paisagens são interessantes, mas o atractivo principal são os monumentos históricos. A localização estratégica da ilha fez com que fosse procurada desde a antiguidade, já nos tempos do Neolítico. Ao longo da história ocorreram várias invasões, por aqueus, dórios, e persas. No século V antes de Cristo, Píndaro, nas suas Odes Olímpicas, celebrou o atleta Diagoras de Rodes, vencedor das provas de boxe em vários jogos, tendo o actual aeroporto internacional adoptado o seu nome. Rodes, até á chegada dos romanos, foi um importante centro comercial e político., tendo então sido preterida a favor de Delos. Na Idade Média, entre os séculos XIV e XVI foi administrada pelos Cavaleiros Hospitalários, que reconstruiram a cidade, que hoje é conhecida como a Cidade Medieval. Com cerca de 40 hectares e de 6000 habitantes, mantém a traça da época, sendo assim um caso único em toda a Europa. A UNESCO reconheceu-a como património mundial em 1988.


Rodes na antiguidade foi um centro cultural de importância, tendo ali vivido no século III antes de Cristo Apolónio de Rodes, autor da Epopeia dos Argonautas, que narra a viagem de Jasão à Cólquida, à procura do velocino de ouro, e que inspirou o título de A Viagem dos Argonautas, este blogue em que vos escrevemos. Vejam o que sobre o assunto escreveu o argonauta Manuel Simões, clicando no quarto link abaixo. Vejam também a última imagem que vos apresentamos, do século XVI, de Martin Heemskerck, que figurou O Colosso de Rodes, um estátua de bronze que figurava Hélios, o deus do sol na mitologia grega. A estátua, que teria trinta metros de altura, foi construída cerca do ano 280 antes de Cristo em Rodes, na entrada do porto, segundo uma versão hoje em dia posta em causa. Era considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo na época. Desabou 55 anos depois, devido a um terramoto.
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http://www.pegasionline.com/article.asp?id=7016
http://en.wikipedia.org/wiki/Fortifications_of_Rhodes
EPOPEIA DOS ARGONAUTAS, de Apolónio de Rodes – por Manuel Simões


