25 DE ABRIL – A REVOLUÇÃO DE NOVO NAS PAREDES Por Clara Castilho

 

O mural da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova, na Av. de Berna,  evoca o 25 de Abril de 1974. Foi executado durante quatro dias.

Corresponde ao “olhar de uma nova geração” de artistas, no âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de 1974.É parte integrante do ciclo de conferências “A Revolução de Abril – Portugal 1974-75”, que vai decorrer no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, entre 21 e 24 de abril, organizado por aquela instituição.

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A universidade contactou a Underdogs [a galeria e plataforma cultura do português Vhils] que depois escolheu quatro artistas. São eles Miguel Januário, Frederico Draw, Gonçalo MAR e Diogo Machado. Decidiram fazer um trabalho em conjunto, em vez de pintar quatro blocos separados.

A figura de Salgueiro Maia, o capitão de Abril impõe-se a toda a dimensão. Foi a escolha de Frederico Draw que costuma trabalhar, como inspiração para o seu trabalho, retratos de figuras humanas. Partiu da imagem icónica do fotógrafo Alfredo Cunha, depois de lhe ter pedido autorização para a utilizar, interpretando-a à sua maneira.

 Gonçalo MAR desenhou com as cores de Portugal as mãos que simbolizam o povo, que grita “amor” e “luta”.

Diogo Machado (Add Fuel), criou um padrão para inserir dentro da silhueta de duas espingardas, com cravos nas pontas., numa reinterpretação da azulejaria portuguesa.

simbolos

Miguel Januário desenhou duas peças simbólicas. À esquerda de Salgueiro Maia, o “pré-25 de Abril” com o escudo de Portugal entre ossos e correntes, quebradas numa ponta, representa o corte com o antigo regime. À direita, o “pós-25 de Abril” com um coração e duas G3 que representam “a necessidade de sentirmos e agirmos”.

Um sentimento perpassa estes jovens: o de que Portugal vive hoje um momento semelhante ao que vivia em 1974 e da necessidade de encontrar uma saída.

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