NO DIA 25, EDIÇÃO ESPECIAL

25abr14 (2)

 

Houve mais do que um Abril- houve o que abriu as portas da esperança e o que franqueou os portões aos camiões TIR do neo-liberalismo; o que impôs os direitos fundamentais e o que permitiu que se criassem fortunas de forma ilícita. Pelas portas que Abril abriu, passou a justiça e passou a indignidade. Passou a Liberdade e passaram as «liberdades». A ordem de operações de Otelo e as chaimites de Salgueiro Maia, derrubaram o fascismo, mas abriram caminho aos herdeiros da União Nacional, da Acção Nacional Popular – hoje essa gente que nada tem a ver com a democracia é a dona da democracia; e diz-nos o que é e o que não é democrático – vão comemorar o 25 de Abril até que, dentro de algum tempo, sucessores, herdeiros seus, deliberem que o 25 de Abril deve ser posto no mesmo museu onde puseram o Primeiro de Dezembro e o Cinco de Outubro. Vamos celebrar o 25 de  Abril. Na perspectiva de concretizar o que a data libertadora prometeu.

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