Selecção e tradução por Júlio Marques Mota
Selon la commissaire Viviane Reding, les Britanniques sont « trop ignorants » pour qu’on demande leur avis sur la sortie de l’UE
François Asselineau
PARTE II
(conclusão)
…
Quem é VIVIANE REDING ?
Para ter uma ideia correcta da personalidade de Viviane Reding, recordo aos meus leitores uma série de escândalos provocados por esta Luxemburguesa, que NUNCA foi eleita por ninguém, no decorrer dos anos recentes
Em setembro 2010, a Viviane Viviane Reding comparou implicitamente a política da França em relação aos campos dos Roms com a da Alemanha nazi durante a Segunda Guerra mundial, o que provocou uma agitação muito viva na França.
O presidente Sarkozy denunciou os comentários de Viviane Reding como “escandalosos” e declarou que “se o Luxemburgo quisesse acolher mais roms, a França não veria nisso nenhum problema”. O chefe do Estado francês fazia assim alusão à legislação muito severa do Luxemburgo em matéria de migrantes, em especial quando os roms tentam entrar ao Luxemburgo, e do silêncio que Viviane Reding observa sobre a legislação do seu próprio país!
[fonte: em especial: http://en.wikipedia.org/wiki/Viviane_Viviane Reding – Estas precisões sobre os argumentos avançados pelo governo francês não estão curiosamente disponíveis sobre Wikipedia franceses…]
Em Junho de 2011, Viviane Reding, criticou fortemente o governo húngaro porque este acaba de lançar uma campanha publicitária que incentiva os casais, em caso de gravidez não desejada, a dar o seu bebé para uma adopção em vez de recorrer ao aborto.
Apoiando-se sobre o facto que esta campanha governamental era em parte financiada pelo programa Progresso, um programa da União Europeia para o emprego e a solidariedade social, Viviane Reding julgou que estava “não conforme à proposta de projecto apresentado aos serviços da Comissão”, pediu o reembolso dos financiamentos e convidou a Hungria “a parar imediatamente a campanha e a retirar os cartazes”.
O escândalo provocado por esta decisão foi muito grande na Hungria, países onde a taxa de abortos é, além disso, particularmente elevada.
[source 1=”notamment” 2=”<a” 3=”3="href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Viviane_Reding">http://fr.wikipedia.org/wiki/Viviane_Viviane"” 4=”Reding” 5=”</a>” language=”:”][/source]
A 15 de Outubro de 2012: recebida na Assembleia Nacional em Paris, Viviane Reding – que nunca foi eleita por ninguém – admoestou os ministros e os deputados presentes da República francesa, lançando-lhes : ” é necessário compreender bem que já não há mais políticas internas nacionais”.
[source 1=”<a” 2=”2="href="http://www.youtube.com/watch?v=EaM74OtFVO0">http://www.youtube.com/watch?v=EaM74OtFVO0</a>"” language=”:”][/source]
-
A 8 de Novembro de 2012: confirmando e precisando as suas tomadas de posição anteriores, Viviane Reding aproveitou uma deslocação à Alemanha para afirmar que era necessário doravante passar “aos Estados Unidos da Europa”.
-
O seu discurso desta ocasião está disponível aqui: http://europa.eu/rapid/press-release_SPEECH-12-796_fr.htm
CONCLUSÃO: A ditadura europeista avança pois mais um novo passo:
Desqualificar os eleitores hostis à construção europeia com a ideia de que seriam demasiado para compreender os desafios não é certamente uma ideia nova.
Como eu o mostro na minha conferência “ é necessário ter medo de sair do euro? ”, este argumento fascizante, antes pelo contrário, tem sido utilizado já um pouco por todo o lado . [cf.; http://www.upr.fr/sortie-de-leuro/faut-il-avoir-peur-de-sortir-de-leuro]
Assim, Élisabeth Badinter explicava já, alguns dias antes do referendo de 1992, que “o tratado de Maastricht faz a quase unanimidade do conjunto da classe política. Os homens políticos que elegemos são, mesmo assim, mais conscientes que o comum dos mortais. Ao menos uma vez que lhes seja dado o aval de confiança! ”
[source 1=”revista” 2=”Vu” 3=”de” 4=”Gauche,” 5=”Setembro” 6=”de” 7=”1992).</h3>” 8=”<h3″ 9=”9="style="text-align:"” 10=”10="justify;">Assim,"” 11=”aquando” 12=”do” 13=”referendo” 14=”na” 15=”Suécia” 16=”realizado” 17=”a” 18=”14″ 19=”de” 20=”Setembro” 21=”de” 22=”2003″ 23=”sobre” 24=”ser” 25=”ou” 26=”não” 27=”a” 28=”favor” 29=”da” 30=”entrada” 31=”da” 32=”Suécia” 33=”no” 34=”euro,” 35=”as” 36=”rádios” 37=”tinham-se” 38=”aberto” 39=”à” 40=”“psicólogos” 41=”especializados” 42=”nos” 43=”processos” 44=”de” 45=”decisão”” 46=”que” 47=”asseguravam” 48=”que” 49=”os” 50=”Suecos” 51=”que” 52=”se” 53=”preparavam” 54=”para” 55=”votar” 56=”não,” 57=”o” 58=”faziam” 59=”por” 60=”estupidez.” 61=”Um” 62=”certo” 63=”Henry” 64=”Montgomery” 65=”explicou” 66=”por” 67=”exemplo” 68=”que” 69=”certos” 70=”suecos” 71=”se” 72=”refugiavam” 73=”no” 74=”Não” 75=”“para” 76=”protestarem” 77=”contra” 78=”a” 79=”obrigação” 80=”que” 81=”lhes” 82=”era” 83=”feita” 84=”de” 85=”votarem”.” 86=”«A” 87=”socióloga” 88=””” 89=”Christin” 90=”Johansson,” 91=”outra” 92=”“especialista”” 93=”catapultada” 94=”sobre” 95=”os” 96=”programas” 97=”de” 98=”televisão” 99=”duas” 100=”semanas” 101=”antes” 102=”do” 103=”referendo” 104=”expôs” 105=”na” 106=”televisão,” 107=”a” 108=”pretexto” 109=”de” 110=”ser” 111=”uma” 112=”“expert”,” 113=”a” 114=”mesma” 115=”análise:” 116=”a” 117=”questão” 118=”do” 119=”euro” 120=”é” 121=”realmente” 122=”demasiado” 123=”complicada” 124=”para” 125=”se” 126=”pedir” 127=”ao” 128=”povo” 129=”o” 130=”seu” 131=”parecer.</h3>” 132=”<h3″ 133=”133="style="text-align:"” 134=”134="justify;">[Fonte"” 135=”:” 136=”Telex” 137=”de” 138=”Agence” 139=”France” 140=”Presse” 141=”de” 142=”2″ 143=”Setembro” 144=”de” 145=”2003″ language=”:”][/source]
-
Ainda assim, a 4 de Fevereiro de 2008, comentando a ratificação do tratado de Lisboa pelo Congresso que claramente não reconhecia a rejeição da Constituição europeia por 55% os Franceses, o dirigente de empresa e deputado UMP Serge Dassault explicou que “de qualquer modo, os Franceses não compreendem nada, não se lhes deveria ter feito um referendo em 2005. Os franceses não conseguem compreender, é demasiado complicado”.
[Fonte : France Info, 4 Fevereiro de 2008].
No entanto, a declaração de Viviane Reding deve ser marcada e com uma pedra bem preta. Porque é a primeira vez, parece-nos, que um Comissário europeu, ou seja um funcionário nomeado por um governo e não eleito por ninguém, se permite ter um semelhante discurso que significa erigir-se em Comissário Político e recusar o próprio princípio da democracia.
Afirmando hoje que os Britânicos são “demasiado ignorantes” para que se lhes peça por referendo se quiserem permanecer ou sair da UE,. Viviane Reding acaba de dar um novo passo no estabelecimento de uma autêntica ditadura sobre o continente europeu.
Este novo elemento torna apenas mais urgente ainda o reagrupamento dos Franceses e para o qual vos convida o UPR para fazer sair a França da União europeia. Nenhum outro tema é hoje mais importante, para a nossa liberdade, para o nosso futuro assim como para o dos nossos descendentes.
François ASSELINEAU
http://www.agoravox.fr/actualites/politique/article/selon-la-commissaire-viviane-147887
______

