Estado Novo: manter as colónias a qualquer custo – por Octopus

Porque a memória é curta…

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Mapa editado em 1934 pelo Secretariado de Propaganda Nacional, dirigido por António Ferro.

Perdidas as riquezas atlânticas, o Estado Novo apostava tudo na fixação dos emigrantes portugueses em África para que pudessem amealhar receitas. 

– Salazar via nas colónias portuguesas mais do que uma questão económica, política ou administrativa, o colonialismo português prende-se com a ontologia de Portugal, uma nação, por definição, colonizadora.

 – A guerra em África mobilizou mais de 800 000 soldados.  – Morrerem cerca de 9 000 soldados portugueses, metade foram atribuída a mortes em combate e a outra metade a “acidentes” e “doença”.  – 30 000 feridos evacuados, em mais de 100 000 doentes e feridos.  – 14 000 deficientes dos quais 5 000 com deficiência superior a 60%. – 140 000 com stress pós-traumático.  – Os recursos financeiros gastos com a guerra colonial representava 33% dos recursos do Estado, tendo atingido na segunda metade da década de 60 mais de 40%.  – Em 1930, a dívida à metrópole das colónias, nas quais se destacava Angola, ascendia a cinco por cento do PIB português.  – Salazar “deixou” sair mais de 900 000 portugueses de forma clandestina para fazer transparecer que se tratava de um fluxo impossível de controlar.  – No total, durante esse período saíram de Portugal mais de 2 000 000 de portugueses à procura de uma vida melhor.

 

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