Esta crónica foi escrita para esta bela fotografia de José Magalhães. Foi publicada no Estrolabio, sob o título de “Caminho”
A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

encontro-me numa estação do caminho de ferro: vou a Versailles. Vou a Versailles porque vi a fotografia de José Magalhães. Não tentei resistir: vou a Versailles. Até há cerca de um ano, o parque de Versailles era, não propriamente o meu quintal, mas algo de muito familiar. Logo que inventava três horas livres, pegava na bicicleta, apanhava o comboio e, vinte minutos mais tarde, saía na estação de Versailles. Rue du maréchal Foch, boulevard de la Reine… chegava ao parque. Atravessava, sem parar, a Petite Venise, uma Veneza ínfima, na verdade, ponto de encontro dos turistas, por ter parques de estacionamento, um restaurante, vários quiosques, aluguer de barcos, bicicletas e Segway… Um espaço onde cheirava a crepes e café. Eu buscava outros odores.