EDITORIAL – A INDEPENDÊNCIA DA ESCÓCIA – II

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No dia 18 de Setembro próximo vai realizar-se o referendo sobre a independência da Escócia. Trata-se de uma matéria sobre a qual já tomaram posição líderes como Obama, Durão Barroso e David Cameron, a favor do não. As razões são óbvias: não querem que seja posta em causa a arquitectura (eufemismo para burocracia político-administrativa) da União Europeia) da União Europeia, nem o Reino Unido, aliado essencial à estratégia norte-americana e cuja oligarquia nobiliárquica e financeira seria posta em causa pelas linhas políticas pela independência. Entre outras questões importantes, a considerar se o sim ganhar, serão a quem caberá explorar o petróleo do Mar do Norte, e se a Escócia continuará com a libra como moeda. Já foi deixado claro pelas “autoridades” da União Europeia que, nesta hipótese do sim sair vencedor, a Escócia ficará excluída da União Europeia, e se quiser ser readmitida, terá de percorrer todo o processo de uma nova candidatura.

Os líderes do Reino Unido não deixarão de vincar as diferenças em relação ao reino espanhol, e a outras situações, sobretudo, claro, se o não ganhar. Permitiram a realização do referendo, cuja campanha já decorre (ver primeiro link abaixo). Não vão conseguir, claro, explicar por que razão não apoiam um referendo na Ucrânia, como o solicitado pelas populações de ascendência russa, mas com certeza que estão esperançados  que não dê muito nas vistas essa situação de geometria variável nos princípios políticos. Devem estar a confiar em que os eleitores não estarão a pensar na Europa de Leste no momento da votação. Por outro lado, estarão esperançados em que uma vitória do não desanime os partidários da integração da Irlanda do Norte na República da irlanda, ou eventuais movimentos independentistas no País de Gales.

Outra questão são as linhas políticas que serão seguidas pelas forças políticas que apoiam a independência e que, possivelmente, se candidatarão ao governo do novo país, caso vença o sim. Pedimos a vossa atenção para o segundo link abaixo, que dá acesso a um artigo saído hoje no site Bella Caledonia, que apoia o sim. Recordamos ainda que o reacender do conflito leste-oeste reaviva as questões estratégicas, conjugado com as alterações climáticas que causam o degelo do Árctico poderá reavivar a importância estratégica da Escócia.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/independencia-da-escocia-ha-15-de-eleitores-indecisos-para-conquistar-1638217

http://bellacaledonia.org.uk/2014/06/09/51st-state/

Ver também o nosso editorial de 17 de Fevereiro de 2014:

http://aviagemdosargonautas.net/2014/02/17/editorial-a-independencia-da-escocia/

1 Comment

  1. *Inacreditável esta decesão da CE …JÁ está como Passos Coelho a desafiar e a ameaçar a *

    *Escócia .A CE que tenha o bom senso de não entrar no jogo das ameaças -Maria *

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