Noite da música – poema de Adão Cruz

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No sofrimento da noite da música enrosquei meus ramos de árvore seca no sono de um regaço nascido de um tempo tão perto e tão distante

Por dentro da noite fechada aberta a sonhos que se desfazem de que servem rostos sem palavras e o fruto maduro dos teus lábios caído na noite deserta

Que amor de liberdade que liberdade de amor se a estrada de todos os caminhos não passa de caminho sem regresso

Metamorfoses de paz e desejo apenas criam falsidades eróticas em urdidura de novela

Um sorriso de vento forte que me ergue das águas fundas num impulso de mil ventos abre a todo o pano as velas do meu barco…tão perto de ir e tão longe de voltar

Ilustração – quadro de Adão Cruz

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