POESIA AO AMANHECER – 465 – por Manuel Simões carlosloures16 de Junho de 201415 de Junho de 2014Literatura Navegação de artigos PreviousNext RUY ESPINHEIRA FILHO ( 1942 ) ELEGIA Não abram esta janela. Não afastem estas cortinas. Nesta sala os amigos mortos estão bebendo a sua cerveja. Uma voz há muito perdida (só os meus ouvidos a ouvem) chama do fundo da infância e eu me sinto a sangrar. Pousa uma garoa antiga nos meus cabelos, e brilha. A criança brinca com um martelo que cai sobre o meu coração. Tanta coisa silenciada! O olhar, turvo, passeia pelo quintal, onde só há a infância alheia e o vento. (de “Poesia Reunida e Inéditos”) Poeta, romancista e jornalista. Da sua obra poética: “Heléboro” (1974), “Julgado do Vento” (1979), “As sombras luminosas” (1981), “A canção de Beatriz e outros poemas” (1990), “Memória da Chuva” (1996). Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...