COMO O JACARANDÁ INSPIRA AS NOSSAS VIDAS – por Clara Castilho

Todas as ruas a volta de minha casa estão cheias de jacarandás em flor. Saio de casa e é uma invasão de lilás que me acompanha durante muitos minutos. Volto e é o mesmo cenário. No ouvido a bela música do Vitorino…

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Fui saber mais sobre esta árvore. Chamam-lhe “decídua a semi-decídua”, de floração muito exuberante, com porte pequeno, alcançando cerca de 15 metros de altura. Sua copa é arredondada a irregular, arejada e rala. Suas flores em forma de trompete. Tem um crescimento rápido e é boa para urbanização urbana. Encanta os olhos dos habitantes de muitas cidades da Argentina, Brasil, África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Itália, Espanha e México, entre outros. E não é que a madeira de seus troncos é muito boa para trabalhos de interior?

E fiquei a saber ainda mais:

–  o sociólogo Antonio Barreto tem um blog  a que chamou “o-jacarandá”.

–  foi publicado um livro “Os filhos do jacarandá” de Zahar Delijani, edição portuguesa de 2013,  que aborda  a situação no período pós-revolucionário do Irão (1983 – 2011), baseado na dolorosa experiência da autora, da sua família e amigos, motivados por sonhos de justiça e liberdade.

–  na Argentina existe uma produtora de filmes com o nome “Jacaranda Films”.

–  um estúdio de arquitectura no Brasil trabalha para “proporcionar a um conjunto de soluções integradas para sua marca: Arquitetura, Visual Merchandising e Design”.

– amantes da árvore formaram um grupo aberto no facebook – “eu amo jacarandás”.

–  uma cantora brasileira,  Michele Leal, canta  uma música: “Jacarandá que flor seria essa, / Que linda flor se parece com você / Dama da noite que perfuma a cidade / Seu manacá lá no morro traz saudade.”

E até, e desta gosto menos, um Major Jacarandá, do Corpo dos bombeiros,que participou de torturas na ditadura no Brasil.

 Mas fiquemos com a canção do Vitorino – Flor de Jacarandá – que apresento no único vídeo na net de que até nem gosto. Ouçamos só a música.

Flor do jacarandá
Cai, leve no passeio
Céu d´outro mar sonhado
Chão de anilado estio.
A florir, lá no mês de sonho tapete de voar
Nas luas de zefiro
Estrada de santiago
Manda a… chuva de estrelinha, azul pavão
Brilha na noite
Vou de namorada, mão na mão
Perdi a escada para o céu
Dos pardalinhos
Na ilusão da boa fada
Toco na varinha de condão
Durmo na rua onde a…

 

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