VIDEO DE MENINA VIRTUAL QUE “APANHOU” PEDÓFILOS RECEBE PRÉMIOS por clara Castilho

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No dia 27 de Novembro de 2013 falei num artigo sobre a iniciativa de uma organização, a Terra de Homens, que colocara na internet a imagem virtual de uma menina filipina de 10 anos. Obtivera respostas de “predadores sexuais” que, para a verem em actos sexuais, via câmara, lhe ofereciam dinheiro. E não foram nem um, nem dois, nem três, foram dezenas de milhares de pedófilos! E de 65 países diferentes. Tendo sido identificados, os dados foram fornecidos à Interpol. Entre os pedófilos apanhados nesta operação encontram-se três portugueses.

Os responsáveis da Terre des Hommes consideravam isto como “turismo sexual por webcam”. E calculavam que, em qualquer momento, 750 mil predadores pedófilos estão on-line na internet. Sentiam-se indignados por as autoridades, com os meios de que dispõem,  não conseguirem “apanhar” mais criminosos.

 sweetie

Esta “operação” gerou controvérsia, levantando dúvidas à justiça de vários países. Porque, segundo alguns juristas quando ocorre um crime de abuso sexual de uma criança, pressupõe-se que exista uma vítima. E neste caso não há verdadeiramente uma vítima, há um desenho virtual…

Este facto não inibiu aos apreciadores de “anúncios” publicitários de reconhecer o trabalho da  Terre des Hommes. O vídeo recebeu 12 Leões de Ouro e um de Prata, nos Cannes Lions, o maior e mais prestigiado prémio de publicidade a nível mundial.

A personagem virtual, a quem chamaram «Sweetie» teve, de facto, um papel fulcral. O director da associação, Hans Guyt, afirmou: «Se não se combater este fenómeno rapidamente, ele torna-se incontrolável», citou a Associated Presse, acrescentando que a solução não passará por criar mais leis, mas sim por uma abordagem mais eficaz por partes das polícias. Chamou também a atenção de, deste modo, surgir uma nova vertente da exploração sexual de crianças, em que os turistas sexuais já não precisam de sair de casa para ver crianças em actos sexuais. Fazem-no confortavelmente sentados em casa, pagando verbas mais pequenas do que a deslocação a certos países. A vida de miséria leva a que muitas destas meninas sejam obrigadas, pelos próprios pais, a essas práticas online.

 

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