Livro de Salgueiro Maia lançado nos 70 anos de nascimento – por Inês Figueiras

 

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Salgueiro Maia é homenageado amanhã, terça-feira, 1 de Julho, dia em que faria 70 anos, com o lançamento da obra Capitão de Abril, na Associação 25 de Abril, em Lisboa, pelas 18:30 horas. A apresentação ficará a cargo do coronel Vasco Lourenço. Natércia Salgueiro Maia e o biógrafo António de Sousa Duarte também participam na sessão.

O livro, escrito por Salgueiro Maia, com histórias da Guerra Colonial e do 25 de Abril, regressa às livrarias numa edição aumentada. Aos depoimentos que complementam a 1.ª edição, de Carlos de Matos Gomes, Francisco Sousa Tavares, Maria Manuela Cruzeiro e Vasco Lourenço, juntam-se os de António Sousa Duarte, Armando Fernandes e João de Melo.Capitão de Abril contém ainda duas entrevistas – a primeira, cedida em 1974 a Adelino Gomes, e outra de 1988, a Fernando Assis Pacheco – e a reprodução fac-similada do relatório da “Operação Fim do Regime”.

Imagem1Fernando José Salgueiro Maia nasceu a 1 de Julho de 1944, em Castelo de Vide. Frequentou a Escola Primária em São Torcato, Coruche, e o Ensino Secundário em Tomar e Leiria. Viveu em Pombal, que considerou o local do seu “segundo nascimento”. Aos 20 anos, ingressou na Academia Militar, em Lisboa e, acabado o curso, apresentou-se na Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém. Participou na Guerra Colonial, em Moçambique e na Guiné, tendo ascendido ao posto de capitão em 1971.  Delegado de Cavalaria, integrou a Comissão Coordenadora do Movimento das Forças Armadas (MFA). Em 25 de Abril de 1974, comandou a coluna militar que, partindo da EPC, ocupou o Terreiro do Paço e cercou o Quartel do Carmo, em Lisboa, culminando na rendição de Marcello Caetano e na queda do Estado Novo. Salgueiro Maia retomou o rumo da carreira militar, ascendendo ao posto de major em 1981. Passou pelos serviços administrativos da Direcção da Arma de Cavalaria, em Lisboa, o Quartel-General da Zona Militar dos Açores, o Presídio Militar de Santarém e o Regimento de Cavalaria de Santa Margarida.  Licenciou-se em Ciências Políticas e Sociais, e em Ciências Antropológicas e Etnológicas, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), em Lisboa.  Em 1983, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.  De regresso à EPC, organizou o Museu de Cavalaria. Em 1988, foi promovido a tenente-coronel.  Faleceu em 1992, após uma dura luta contra o cancro, tendo sido agraciado nesse ano, a título póstumo, com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Torre e Espada.

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