DAS UNNENNBARE, de ANTERO DE QUENTAL

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DAS UNNENNBARE, de ANTERO DE QUENTAL

 

1842 - 1891
1842 – 1891

 

Oh quimera, que passas embalada

Na onda dos meus sonhos dolorosos,

E roças co’os vestidos vaporosos

A minha fronte pálida e cansada!

 

Leva-te o ar da noite sossegada…

Pergunto em vão, com olhos ansiosos,

Que nome é que te dão os venturosos

No teu país, misteriosa fada!

 

Mas que destino o meu!  e que luz baça

A desta aurora, igual à do sol posto,

Quando só nuvem lívida esvoaça!

 

Que nem a noite uma ilusão consinta!

Que só de longe e em sonhos te pressinta…

E nem em sonhos possa ver-te o rosto!

 

 

 

In Sonetos, Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses, 1ª edição, 2002.

 

Leiam em Folha de Poesia:

http://comunidade.sol.pt/blogs/josecarreiro/archive/2014/02/20/das.unnennbare.aspx

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