A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Tem sido dito e reafirmado – a criação do Estado de Israel foi um erro da diplomacia britânica. Em 1938, quando o horror do Holocausto estava já em marcha, Gandhi separava as águas – condenava o Holocausto, mas sem deixar de condenar também a brutal ocupação da Palestina. A Grã-Bretanha criava um «Lar Judaico» numa região habitada, expulsando os donos das terras e oferecendo generosamente o território roubado a pessoas que fugiam do terror nazi. Uma prepotência inqualificável. No entanto, hoje a nação judaica é um facto consumado. Milhões de pessoas a povoam. A sua destruição, como propugnam os fundamentalistas islâmicos, seria um crime. O crime que foi o dar o território dos palestinianos aos judeus, não se apaga com o crime de exterminar os israelitas. Não se deve desistir da utopia de um estado em que judeus, muçulmanos, cristãos, ateus, convivam pacificamente. É uma utopia própria de quem vê o problema do exterior. Não agrada nem a judeus nem a palestinianos. Mas é a única solução digna de seres humanos.