PARABÉNS, MARIA JOÃO PIRES por Clara Castilho

A pianista Maria João Pires faz hoje 70 anos. Motivo para falar disso? Creio que há. É a mais internacional e consideradas das pianistas portuguesas. Tem muitos e variadíssimos prémios, o que nem interessa, quando ouvimos as obras por si tocadas. Tocou por todo o mundo. Em 2013 foi nomeada como Melhor Intérprete a Solo para os prémios de música norte-americanos Grammy, na 56ª edição, na  categoria de Melhor Intérprete a Solo pelo álbum Sonatas n.ºs 16 e 21 de Franz Schubert.

MJP

Assinala-se que começou a tocar cedo, a imitar a irmã (aos 4 anos), que o seu  primeiro concerto foi com obras de Bach e Mozart e que aos 16 concluiu o curso de piano no Conservatório com nota 20 valores.

Correu tudo bem na sua vida? Certamente que não, pois não teria pedido a nacionalidade brasileira em 2010. Na altura disse que era devido aos “coices e pontapés que tem recebido do Governo português”. Tudo relacionado com os apoios e financiamentos ao projecto educativo  que fundara em Belgais, Castelo Branco. E, por isso, também amassa pão e cultiva a sua ligação à Terra.

Só temos que lhe agradecer a contribuição para a música portuguesa e os excelentes momentos que nos proporciona quando ouvimos os seus discos.

 

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