BES: “A Grande Farra” – por Octopus

Houve sempre pessoas do BES a ocupar cargos em diferentes governos, que depois voltavam para o banco. Neste contexto, compreende-se melhor o silêncio sobre as suas actuações duvidosas e a falta de investigação quando este não recorreu à linha da ajuda à banca.

  10 perguntas por esclarecer:

   – Como é que foi possível, nos três anos de escrutínio às contas dos portuguesas, a Troika não ter feito uma única referência a problemas no BES?

  – Como é que o Banco de Portugal, responsável pela supervisão dos bancos não viu nada?

  – Porque é que quando Ricardo Salgado, antes de depor na Operação Monte Branco em janeiro de 2013, e após feito três rectificações fiscais por se ter esquecido de declarar 8,5 milhões de euros, havendo fortes suspeitas de vários crimes, o Banco de Portugal nada fez?

  – Como é que, quando o Banco de Portugal dizia que estava tudo sob controle, alguns dias antes da suspensão da negociação das acções do BES, a Golman Sachs vendeu 4,5 milhões de acções e horas antes as acções chegaram a cair 50%, fazendo suspeitar de insider trading (informação privilegiada)?

  – Como é que a PT (Portugal Telecom) conseguiu “salvar” os 128 milhões que tinha depositado no Bes, antes das decisões anunciadas pelo Banco de Portugal?

– Porque é que o Banco de Portugal tranquilizou os novos pequenos accionistas durante o aumento de capital de mil milhões de euros, quando já se sabia que o banco estava sob investigação e com fortes suspeitas de corrupção?

– Será realista acreditar que os bancos que se responsabilizam pelo empréstimo da Troika ao Fundo de Resolução não exigem uma garantia do Estado, quando estão a arriscar os seus próprios bancos se algo correr mal?

  – Os accionistas e empresas estrangeiras, como o Crédit Agricole que perdeu 708 milhões de euros, não irão levar o Estado ou o Novo Banco a tribunal?

 – O Estado ao emprestar o dinheiro a um fundo que é controlado pelos banco não terá qualquer controle directo sob futuras operações financeiras do Novo Banco, isso não permitirá que os bancos tirem vantagens dessa posição?

 10º – Será realista pensar vender o BES pelos 4,9 mil milhões de euros nele investidos pelo Estado, quando o seu valor em bolsa no seu último dia de cotação valia apenas 600 milhões de euros?

1 Comment

Leave a Reply