ESTUDAR HANNAH ARENDT, ADORNO, BENJAMIM e HABERNAS ATRAVÉS DE DOWNLOADS por Clara Castilho

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Numa época em que tão indignados estamos com a actuação do Governo do país designado Israel, cuja existência e localização resulta de decisões provindas da perseguição aos judeus durante a II Guerra Mundial, eis que aqui temos a obra de 4 filósofos alemães, de origem judia que fugiram do holocausto e sobre ele pensarem. Que diriam do que está a acontecer nos dias de hoje?

filósofos alemães

Walter Benjamin, filósofo alemão que se exilou em Paris, em 1935, para não se confrontar com a ascensão do nazismo ao poder. Com a invasão da França pelos alemães, em 1940, juntou-se a um grupo de refugiados que tentava a fuga pelos Pireneus. Detido na fronteira pela polícia espanhola, que ameaçou entregar o grupo à Gestapo, Benjamin suicidou-se. No dia seguinte, contudo, as autoridades permitiram a passagem do grupo.

É considerado um dos mais importantes pensadores modernos. Foi Theodor W. Adorno, que se responsabilizou pela edição póstuma das obras de Benjamin. É a abordagem de temas concretos da literatura, da arte, das técnicas, da vida social, etc., que mais interessa na obra crítica de Benjamin sem, no entanto, abandonar o rigor conceitual. Benjamin é, assim, considerado também um crítico de ideias e fatos.

Hannah Arendt, nascida em Hannover, na Alemanha é também de origem judaica. Estudou teologia e a filosofia com o Soren Kierkegaard, Martin Heidegger e Nicolai Hartmann.

A sua tese da banalização do mal, na obra Eichmann in Jerusalem : A Report on the Banality of Evil, explica como é que a sociedade alemã, pôde aceitar as monstruosidades que os nazis cometeram.. A banalização do mal e dos falsos conceitos, transforma uma espécie cujo traço distintivo é a inteligência em seres incapazes de usar a inteligência, em títeres á mercê da manipulação  obscurantista. Explica também como é que a ideia absurda da inferioridade mental feminina tem sobrevivido a revoluções.

Theodor W. Adorno, outro filósofo alemão, mas também sociólogo, psicólogo, musicólogo e compositor. Com Max Horkheimer, Walter Benjamim, Herbert Marcuse e Jürgen Habermas, entre outros, fundou a Escola de Frankfurt.

As primeiras publicações – A Teoria do Romance e História e Consciência de Classe -, viriam a ser por ele rejeitadas. Exilado nos Estados Unidos, tornou-se um crítico dos meios de comunicação de massa, que moldam, a favor do capitalismo a mentalidade dos que a ela inconscientemente aderem, tornando as pessoas conformistas e a resignadas.

Com o término da Segunda Guerra, Adorno voltou para o Instituto de Pesquisa Social para Frankfurt, juntamente com seus membros, de que foi director na década de 50. Por alturas da sua morte, em 6 de agosto de 1969, entrou em conflito com Marcuse que apoiava o protesto dos estudantes em contestação.

Jürgen Habermas é um filósofo mais novo do que os anteriores, mas considerado um dos mais importantes filósofos alemães do século XX. Para além da filosofia, estudou história e literatura e interessou-se pela psicologia e economia.

Habermas foi durante os anos 60 um dos principais teóricos e depois crítico do movimento estudantil. É considerado um dos últimos representantes da escola de Frankfurt.

Para fazer o download das obras clique no link abaixo: 

 https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlSDF1UWZ1UkprUWs&usp=sharing

 

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